Após sete anos da morte de Dionatan Pereira, a família viu a condenação do homem acusado de matá-lo a tiros em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Claudio Nor de Jesus Pavoski foi condenado pelo Tribunal do Júri da comarca de Chapecó a 18 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. A condenação foi pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, e por porte ilegal de arma de fogo.
Promotor de Justiça Dr. Gabriel Cavalett. – Foto: MPSC/Divulgação/NDEle foi denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por matar a tiros o namorado da ex-companheira. De acordo com a denúncia, no dia 10 de janeiro de 2015, por volta das 7h30, o acuado foi até a casa da ex-companheira, no bairro Universitário, em Chapecó, e atirou na janela do cômodo onde ela dormia com o namorado.
Em seguida, ele invadiu a casa e foi até o quarto, momento em que disparou três vezes contra as vítimas e fugiu do local. Dionatan Pereira não resistiu aos ferimentos causados pelos disparos e morreu.
SeguirJá a mulher sobreviveu graças ao atendimento médico prestado de forma efetiva. Apesar da grave lesão, o Tribunal do Júri entendeu pela absolvição do acusado pelo crime de tentativa de homicídio cometido contra a ex-companheira. O Ministério Público recorrerá da sentença.
Promotor de Justiça Dr. Alessandro Argenta. – Foto: MPSC/Divulgação/NDOs Promotores de Justiça Alessandro Argenta e Gabriel Cavalett, respectivamente da 11ª e da 1ª Promotoria de Justiça de Chapecó, atuaram pelo MPSC na sessão. Da sentença cabe recurso, mas foi negado ao réu o direito de recorrer em liberdade.
Comoção
Familiares de Dionatan acompanharam a sessão do Tribunal do Júri. A prima Dieci Silveira Alves Oliveira relatou que a vítima era uma pessoa tranquila e esforçada. “Ele trabalhava muito e tinha o sonho de ser bombeiro”, disse.
Quanto ao julgamento, reforçou o sentimento da família na espera por justiça. “É o que nós esperamos há sete anos. Como ele [o réu] não ficou nenhum dia preso, é isso que nós esperamos que seja feito”, finalizou.
Familiares pediram por justiça por sete anos. – Foto: MPSC/Divulgação/ND