Quatro pessoas foram condenadas após um julgamento que durou mais de 30 horas entre esta terça (5) e quarta-feira (6) em Gaspar, no Vale do Itajaí. No banco dos réus, estavam os acusados de praticar uma emboscada que quase matou pai e filho na cidade, em 28 de janeiro de 2021.
Ordem para armar emboscada que quase matou pai e filho partiu de dentro da cadeia, segundo o MPSC; julgamento ocorreu nesta quarta-feira (6) – Foto: Reprodução/InternetSegundo consta nos autos do processo, que corre sob segredo de Justiça, os acusados acreditavam que uma das vítimas, no caso, o filho, pertencia a uma facção criminosa rival da dos suspeitos.
Pai e filho foram acompanhados e surpreendidos por tiros contra o carro onde estavam
Naquela tarde de verão, um dos réus, após saírem da residência de outro acusado, que é parente das vítimas e sabia da rotina delas, teria ido até uma rua e aguardaram a passagem do carro onde pai e filho estavam.
SeguirAo verem o veículo se aproximar, fizeram vários disparos contra o automóvel. Em seguida, um suspeito apontado como “executor” e um adolescente teriam ainda voltado para a casa do outro réu.
Dois dos condenados, um apontado como mandante e outro, intermediário da arma de fogo usada, foram condenados por tentativa de homicídio qualificada do principal alvo, filho do homem que também escapou da morte.
Os dois acusados já estavam presos por outros crimes e a ordem de “execução” do jovem que eles achavam que pertenciam de uma organização rival teria partido de dentro do sistema prisional, segundo a denúncia do Ministério Público.
Já os outros dois réus que segundo o MP eram os “executores” da ação, foram sentenciados por tentativa de duplo homicídio qualificado. De acordo com a denúncia, ambos acabaram assumindo no decorrer do processo o risco de também matar o pai.
Além dos crimes contra a vida, estes dois envolvidos tiveram um agravamento na pena, por corrupção de menores, ao envolver também um adolescente na ação.
Quem representou o Ministério Público no Júri foi o promotor de Justiça Victor Abras Siqueira, que pedia a condenação dos réus. Suas teses foram aceitas pelo Tribunal de Justiça e as penas dos réus variam de seis a oito anos e seis meses de reclusão, em regime fechado.
A todos eles, que já respondiam presos à acusação, foi negado o direito de recorrer em liberdade.