Após pedido de falência continuada, trabalhadores da Teka entram em estado de greve em Blumenau

Administração judicial solicitou falência com atividade continuada da Teka, em Blumenau 

Foto de Bruna Ziekuhr

Bruna Ziekuhr Blumenau

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Na tarde desta quinta-feira (6), os trabalhadores da Teka, tradicional empresa do setor têxtil de Blumenau, no Vale do Itajaí, se reuniram para duas assembleias com o Sintrafite (Sindicato dos Trabalhadores Têxteis).

Teka teve um pedido realizado pela administração judicial para falência com atividade continuada – Foto: Divulgação/Teka/NDTeka teve um pedido realizado pela administração judicial para falência com atividade continuada – Foto: Divulgação/Teka/ND

Eles se reuniram depois do anúncio do pedido feito pela administração judicial para falência com atividade continuada da empresa. Segundo o sindicato, o objetivo do encontro foi explicar aos funcionários da gigante têxtil o que significa e quais os próximos passos.

No mercado desde 1926, a indústria se tornou referência no setor têxtil, como uma das maiores fabricantes de artigos de cama, mesa e banho da América Latina. Há há 12 anos, a Teka entrou em recuperação judicial.

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O pedido de falência continuada da Teka

Em um comunicado emitido nesta quinta-feira (6), a administração judicial esclareceu que o pedido busca manter a empresa funcionando, com os pagamentos aos credores e a permanência da empresa no mercado.

“Assim, neste momento, a TEKA reafirma seu compromisso com o cumprimento das suas obrigações assumidas, na manutenção dos empregos, entrega de pedidos, atendimento aos clientes e fornecedores e na plena produção de suas fábricas”, cita a nota.

O pedido ainda não foi apreciado judicialmente e os interessadas não foram intimados para manifestação. Na petição enviada à Justiça, a Leiria & Cascaes Administração Judicial Ltda, nomeada administradora judicial, cita as famílias que dependem da Teka em Blumenau e também em Artur Nogueira, unidade em São Paulo.

Estado de greve

Segundo o dirigente sindical do Sintrafite (Sindicato dos Trabalhadores Têxteis), Carlos Maske, o sindicato se reuniu para exigir que os empregos sejam mantidos, respeito aos direitos, pagamento do salário em dia e do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) dos trabalhadores.

O dirigente sindical ainda esclareceu que a assembleia definiu que uma mobilização permanente e aprovação do estado de greve para agir caso a empresa descumpra os compromissos com os trabalhadores.

Isso por que, de acordo com o sindicato, desde que a empresa entrou em recuperação judicial, alguns trabalhadores foram demitidos sem receber os valores da rescisão, ficaram sem FGTS e até salários ficaram atrasados em Blumenau e Indaial desde 2013.

A reportagem do ND Mais tentou contato com a Teka via telefone. A empresa deve ser manifestar ainda nesta sexta-feira. Esta matéria será atualizada com o posicionamento.

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