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Audiência sobre a Ilha do Campeche é marcada por clima de tensão

Nos bastidores, fala-se em discursos agressivos e tentativas de mudar as decisões mais recentes sobre o controle da travessia à Ilha do Campeche

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* Danilo Duarte, interino

A primeira audiência pública deste ano para discutir como deve ser a travessia para a Ilha do Campeche, no Leste da Ilha de Santa Catarina, foi o caso típico de reuniões que poderiam ter sido um breve encontro. Foram mais de cinco horas consumidas ao longo desta sexta-feira (19) para, ao fim, cumprir a mais recente decisão judicial sobre este tema.

Audiência sobre a Ilha do Campeche foi marcada por clima de tensão – Foto: Reprodução NDTV/RecordAudiência sobre a Ilha do Campeche foi marcada por clima de tensão – Foto: Reprodução NDTV/Record

A discussão sobre a Ilha do Campeche envolve órgãos como o Ministério Público Federal, a Prefeitura de Florianópolis, o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a Advocacia-Geral da União, além das associações que realizam a travessia atualmente e interessados em atuar no serviço.

Nos bastidores, fala-se que foi um encontro nada amistoso, com discursos ríspidos, tensionamentos e até tentativas de desqualificar a decisão do  Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Sobre o fim da reunião, manteve-se o que já estava posto. Por enquanto, quem opera são as mesmas associações. Enquanto isso, a Prefeitura deve implantar o controle em até 30 dias. Só então, as quatro associações devem abrir espaço para outras operadoras participarem da travessia, sob gestão do município.

Destino da Ilha do Campeche é tema de interesse público

O tema vem sendo exaustivamente acompanhado pelo Grupo ND, seja pela mobilização de quem quer participar da operação, inclusive em função da temporada de verão e do costumeiro aumento na procura, ou pelos valores considerados exorbitantes.

É fato que é preciso estar atento e lutar para se proteger o local paradisíaco, que é um território que merece ser alvo de proteção ambiental, com visitação controlada e fiscalização rígida para evitar a degradação.

Neste sentido, é preciso mais do que pulseirinhas e fichas de visitantes. Um controle efetivo, inclusive das vendas dos passeios para a Ilha do Campeche – que, vale lembrar, é um local público e preservado à base de muita pressão – e uma fiscalização efetiva, com multas pesadas em caso de crimes ambientais.

Mas é também necessário se ponderar que a travessia para a Ilha do Campeche precisa ser organizada, com processos claros e transparentes sobre quem deve assumir o serviço. Afinal, quem não quer participar deste filão de mercado para um ponto turístico, com passagens a R$ 200?