A Justiça de Imbituba, no Sul catarinense, recebeu a denúncia contra os três acusados de envolvimento na morte de Amanda Albach, de 21 anos, que já estão presos preventivamente.
Trio acusado de envolvimento na morte de Amanda Albach vai responder por homicídio, tortura e cárcere – Foto: Amanda AlbachCom o ajuizamento da denúncia, o trio, agora, vai responder pelos crimes de cárcere privado, tortura, homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, e ocultação de cadáver.
O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), responsável pela denúncia, também quer que os réus vão à Júri Popular, além de impor uma indenização aos “herdeiros da vítima”.
SeguirEm nota, a defesa de Douglas e Victor Straccioni da Silva e Daiane Mayara Pasqual informou que “já está tomando as medidas judiciais cabíveis”. Segundo os advogados Luana e Alécio Cargnin, houve irregularidades durante as investigações.
Eles afirmam que a quebra do sigilo telefônico dos acusados foi feita com base em um boletim de ocorrência registrado no Paraná e confeccionado a a partir de denúncias anônimas. De acordo com os advogados, essa prática seria vedada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
No entanto, à reportagem, o delegado Bruno Fernandes, que esteve à frente das investigações, afirmou que nunca houve pedido de afastamento de sigilo com base em denúncia anônima.
Investigações
As investigações reuniram provas da autoria e das circunstâncias dos crimes que indicariam a participação dos três na tortura, no cárcere privado, no homicídio de Amanda e na ocultação do cadáver dela.
Corpo de Amanda Albach foi localizado na praia de Itapirubá do Norte, em Imbituba – Foto: Divulgação/NDSegundo o que foi apurado, a vítima teria vindo do Paraná, onde morava, passar o feriado de 15 de novembro na casa em que a acusada, que era sua amiga, morava com o companheiro e o cunhado. Amanda e os suspeitos, no dia 14 de novembro, foram a uma festa em Florianópolis.
Ao retornarem para Laguna, já no dia 15, os três denunciados mantiveram a vítima sob cárcere privado na casa, pois passaram a desconfiar que Amanda teria envolvimento com uma facção criminosa e participaria de uma emboscada contra eles.
Das 11h às 19h, além de mantê-la encarcerada, os três a teriam mantido sob a ameaça de uma arma de fogo e infringido intensa tortura mental para que ela falasse sobre a suposta armadilha.
Após mantê-la sob cárcere privado e a torturarem por cerca de oito horas, os dois homens e a mulher teriam amordaçado a vítima e a levado até a praia de Itapirubá do Norte, em Imbituba, onde ela foi morta, com um tiro na cabeça. O corpo foi enterrado no local da execução, em uma cova cavada na areia da praia.