Caso Cátia: defesa nega autoria do crime na primeira audiência do processo

Advogado de Magali dos Santos afirma que não há provas contundentes no processo; família de Cátia pede justiça

Foto de Adrieli Evarini

Adrieli Evarini Joinville

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A primeira audiência do caso do assassinato da empresária Cátia Regina da Silva foi marcada por pedidos de justiça da família e negativa de autoria da defesa da acusada Magali dos Santos. A audiência aconteceu na tarde desta terça-feira (17), em Araquari, no Norte do Estado.

Família esteve a tarde toda em frente ao Fórum pedindo justiça – Foto: Ricardo Moreira/NDTVFamília esteve a tarde toda em frente ao Fórum pedindo justiça – Foto: Ricardo Moreira/NDTV

Nesta primeira audiência, foram ouvidas 21 testemunhas, oito de acusação e 13 de defesa. Além da sessão presencial, no Fórum de Araquari, algumas testemunhas, que estão fora da cidade, foram ouvidas por videoconferência. Os dois acusados presos – Magali dos Santos e Odelir Medeiros – também foram ouvidos.

Magali, que cumpre prisão domiciliar, chegou acompanhada dos advogados e Oderli foi escoltado por agentes do Deap (Departamento de Administração Prisional). Ele está preso na Unidade Prisional Avançada de São Francisco do Sul.

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O advogado de Magali, Odilon Amaral Martins, garante que a defesa continuará sustentando a negativa de autoria e ressaltou ainda que trabalha contra alguns pontos da acusação. Ele alega que há provas periciais de que a arma da família não foi utilizada no crime.

Além disso, Martins afirma que não há no processo provas contundentes para diversos pontos levantados pela acusação, como o roubo e venda das roupas que Cátia transportava e as ameaças que teriam sido feitas a ele por meio das redes sociais. “Não tem provas contundentes no processo”, afirma.

Cátia foi morta enquanto voltava de uma viagem, em Araquari – Foto: Redes SociaisCátia foi morta enquanto voltava de uma viagem, em Araquari – Foto: Redes Sociais

Para a família de Cátia, que esteve durante toda a tarde em frente ao Fórum para acompanhar o desenrolar da primeira audiência, não há qualquer dúvida de que Magali dos Santos, Oderli Medeiros e Fabrício Cabral Woche, que continua foragido, são os responsáveis pela morte de Cátia.

“Nestes últimos dois dias passou um filme, revivi tudo de novo. Eu espero que a gente saia daqui com um ponto positivo. O que nós queremos é justiça e, para nós, já está tudo esclarecido”, diz Ana Paula Cercal, filha da empresária.

Ainda não há data marcada da próxima audiência.

Relembre o caso

A empresária Cátia Regina da Silva desapareceu na noite do dia 24 de julho deste ano, enquanto retornava para casa após uma viagem a São Paulo, onde comprava as roupas que revendia em São Francisco do Sul. Na manhã do dia seguinte, o carro da empresária foi encontrado incendiado em uma estrada do Morro da Palha. O corpo foi encontrado horas depois em um rio que passa por Araquari.

De acordo com as investigações da polícia, dois homens se passaram por agentes da Receita Federal para abordar Cátia na estrada. Essa ação foi registrada por câmeras de monitoramento.

O inquérito apontou, ainda, que Cátia recebeu ameaças por conta da concorrência comercial em São Francisco do Sul. Um dia antes de ser morta, Cátia divulgou um vídeo relatando ameaças.

O Ministério Público ofereceu denúncia contra os três acusados no dia 10 de outubro.

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