Menos de duas semanas após a determinação da Justiça para que dois suspeitos do assassinato da empresária Cátia Regina da Silva fossem a júri popular em Araquari, o caso, que se arrasta há mais de dois anos, pode parar novamente. Cátia foi assassinada enquanto voltava de uma viagem a São Paulo, no dia 24 de julho de 2019.
Cátia Regina da Silva foi assassinada em julho de 2019 – Foto: Reprodução/FacebookIsso porque a defesa de Magali dos Santos e Odelir Medeiros, os dois suspeitos que deveriam ser submetidos ao Tribunal do Júri, entrou com recurso para suspensão do julgamento. O advogado Odilon Amaral Martins protocolou um recurso de sentido estrito em nome dos dois suspeitos.
Segundo o advogado, o recurso pode demorar de seis a oito meses para voltar para a Vara e, assim o julgamento ser, de fato, agendado. “Esse recurso tem efeito suspensivo, ou seja, o juiz não pode dar andamento porque está em recurso. Ele suspende tudo”, explica.
SeguirO recurso interposto pela defesa diz respeito somente aos dois suspeitos, uma vez que Fabrício Cabral Woche teve o processo suspenso e cindido. Ele continua foragido desde 2019 e, quando for capturado, responderá ao processo desde a fase inicial.
Relembre o caso
Cátia estava voltando para São Francisco do Sul de uma viagem feita a São Paulo para comprar roupas que seriam revendidas em sua loja, quando foi abordada por uma suposta fiscalização na BR-280.
Os acusados simularam uma blitz, utilizando, inclusive falsos distintivos policiais induzindo a empresária a parar o carro. Depois, a algemaram, vendaram, levaram o carro dela até o Morro da Palha, onde ele foi encontrado, incendiado. Segundo a denúncia, Fabrício e Odelir voltaram com Cátia para Araquari, onde a executaram com um tiro na cabeça.
As roupas que a empresária havia comprado em São Paulo para revender em seu comércio foram furtadas pelos acusados e encontradas, dias depois, na loja que Magali e Fabrício tinham em São Francisco do Sul.