Caso Cátia Regina: réus vão a júri popular por assassinato de empresária em Araquari

Empresária foi assassinada enquanto voltava para casa após uma viagem a São Paulo; três pessoas foram denunciadas pelo crime

Foto de Drika Evarini

Drika Evarini Joinville

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Mais de dois anos após o assassinato da empresária Cátia Regina da Silva, a Justiça aceitou a denúncia e pronunciou os três acusados a passarem pelo Tribunal do Júri em Araquari, no Norte de Santa Catarina. Aos 46 anos, Cátia foi morta enquanto voltava para casa, em São Francisco do Sul, após uma viagem a São Paulo.

Em audiência do caso, família pediu justiça em frente ao Fórum de Araquari – Foto: Ricardo Moreira/NDTVEm audiência do caso, família pediu justiça em frente ao Fórum de Araquari – Foto: Ricardo Moreira/NDTV

Três pessoas foram acusadas pelo crime, Magali dos Santos, Odelir Medeiros e Fabrício Cabral Woche. No entanto, Fabrício nunca foi encontrado e continua foragido, enquanto Magali e Odelir respondem em liberdade após prisão e prisão domiciliar.

Nesta quarta-feira (27), a juíza Shirley Tamara Colombo de Siqueira Woncce, assinou e publicou a pronúncia de todos os acusados. Os três serão submetidos a Júri Popular por quatro crimes: homicídio qualificado por motivo fútil e mediante ação dissimulada, ocultação de cadáver, furto qualificado e fraude processual.

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Cátia estava voltando de viagem no dia 24 de julho quando foi abordada por uma suposta fiscalização na BR-280. Os acusados simularam uma blitz, utilizando, inclusive falsos distintivos policiais induzindo a empresária a parar o carro. Depois, a algemaram, vendaram, levaram o carro dela até o Morro da Palha, onde ele foi encontrado, incendiado. Segundo a denúncia, Fabrício e Odelir voltaram com Cátia para Araquari, onde a executaram com um tiro na cabeça.

Cátia ReginaCátia Regina voltava de uma viagem a São Paulo  quando foi assassinada- Foto: Internet/Divulgação

“Visando assegurar a impunidade quanto a este crime, os denunciados Fabrício Cabral Woche e Odelir Medeiros, previamente combinados com Magali dos Santos, ocultaram o corpo de Cátia Regina da Silva, depositando-o no rio Piraí, com o intuito de impossibilitar a posterior localização e identificação do cadáver”, diz o documento.

As roupas que a empresária havia comprado em São Paulo para revender em seu comércio foram furtadas pelos acusados e encontradas, dias depois, na loja que Magali e Fabrício tinham em São Francisco do Sul.

“A motivação delituosa foi fútil, porque decorreu de desentendimentos e disputas comerciais entre a denunciada Magali dos Santos e a vítima, as quais eram comerciantes e concorriam entre si no comércio varejistas do ramo de vestuário na cidade de São Francisco do Sul”, aponta a denúncia.

Ainda foragido, Fabrício terá o processo separado de Magali e Odelir e a Justiça manteve, ainda, o decreto de prisão preventiva, no entanto, ainda não há informação do paradeiro. Ainda não há data definida para o julgamento dos acusados.

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