O júri popular que decidirá o desfecho de um caso chocante ocorrido em abril de 2020 em Timbó, no Vale do Itajaí, foi interrompido na manhã desta quinta-feira (16). O julgamento de mãe e padrasto que são acusados de matar Luna Bonett Gonçalves, de apenas 11 anos, começou por volta das 10h30 da manhã no Fórum da Comarca da cidade.
Júri popular de mãe e padrasto acusados de matar menina de 11 anos em Timbó começa – Foto: Moisés Stuker/NDTVMinutos depois do início do julgamento, o Juiz Ubaldo Ricardo da Silva Neto interrompeu a sessão. O motivo é uma publicação realizada em abril de 2022 nas redes sociais, dois dias após a morte da menina Luna, por uma das juradas. De acordo com o magistrado, a postagem pode comprometer o julgamento.
O problema foi relatado pelo advogado de defesa do padrasto, Marcelo Geiser Duran. A jurada foi substituída e o julgamento já foi retomado na cidade de Timbó.
SeguirCaso Luna: padrasto é julgado neste momento
Neste momento, o padrasto é julgado. Na sequência a mãe de Luna será submetida ao Tribunal do Júri.
Os réus respondem as acusações de crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e motivo fútil, meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, feminicídio, tortura, cárcere privado, estupro de vulnerável e fraude processual.
Além do interrogatório dos réus, testemunhas da defesa serão ouvidas. Segundo a assessoria do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), a acusação não ouvirá nenhuma testemunha durante o julgamento.
*Colaborou o repórter Moisés Stuker