Caso Mariane: pastor, amante e genro são indiciados por homicídio em Itajaí

Inquérito policial foi oficialmente finalizado e os três seguem presos aguardando o julgamento

Foto de Grazielle Guimarães

Grazielle Guimarães Itajaí

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A DIC (Divisão de Investigação Criminal) de Itajaí já finalizou o inquérito policial sobre o assassinato da atendente Mariane Kelly Souza, de 35 anos, morta no dia 8 de abril em Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina.

Agora, o pastor marido de Mariane, a vizinha e amante do marido, e o genro da vizinha, vão responder à Justiça por homicídio. Há ainda um menor de idade, sobrinho da amante, que deve ser internado. Todos vão responder ao processo presos.

As investigações do homicídio apontam que o marido da vítima, uma vizinha, o genro e um sobrinho da vizinha participaram do crime. Três pessoas, incluindo a vizinha e o marido de Mariane, já foram presos na manhã da última quinta-feira (22).

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Mariane foi encontrada morta no rio Itajaí-Açu em Navegantes – Foto: Reprodução FacebookMariane foi encontrada morta no rio Itajaí-Açu em Navegantes – Foto: Reprodução Facebook

A reportagem questionou o motivo de não ser qualificado como feminicídio, o delegado Sérgio de Souza entendeu que a princípio, tudo indica que o crime foi premeditado e arquitetado para a obtenção de bens e dinheiro, não necessariamente, a vida tirada por conta do gênero.

De acordo com o inquérito, o pastor foi mandante do crime e arquitetou toda a história de que Mariane teria saído do trabalho em um carro de aplicativo, o que, segundo as investigações, era mentira.

Para do delegado regional, Márcio Colatto, o pastor e a amante, que era vizinha do casal e amiga intima de Mariane, desejavam ficar juntos sem a interferência da vítima, além de ficar com a casa recém comprada e o dinheiro que o pastor teria ganho em uma rescisão, cerca de R$ 17 mil.

“É um fato de extrema gravidade, face a violência em que a Mariane foi morta, com vários golpes de faca e depois amarrada e jogada no rio”, ressalta Colatto. “As estatísticas nos pedem e fazem com que a gente dê uma atenção em especial a esse crime”, concluiu, em coletiva de imprensa na tarde de quinta-feira (22).

O pastor prometeu R$ 2,5 mil para o sobrinho e para o genro da amante executarem o plano de matar e ocultar o corpo de Mariane, o que somaria R$ 5 mil reais.

Mariane levou 27 facadas por todo o corpo, inclusive no pescoço e no rosto. De acordo com o delegado, o primeiro golpe foi dado assim que ela entrou no veículo.

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