Chacina em creche de SC: MP pede quebra de sigilo de dados do criminoso

Investigação tem um prazo pré-fixado de dez dias e, após esse período, os autos serão enviados ao Ministério Público

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) pede a quebra de sigilo de dados dos aparelhos eletrônicos e dispositivos apreendidos do jovem de 18 anos, responsável pela chacina na escola infantil Pró-Infância Aquarela, em Saudades, na última terça-feira (4).

Sala onde a maioria das crianças foi assassinada na creche Pró-Infância Aquarela, em Saudades – Foto: André Rhode/RecordTV/NDSala onde a maioria das crianças foi assassinada na creche Pró-Infância Aquarela, em Saudades – Foto: André Rhode/RecordTV/ND

A informação foi divulgada pelo promotor de Justiça, Douglas Dellazari. A investigação tem um prazo pré-fixado de dez dias e, após esse período, os autos serão enviados ao Ministério Público.

Confira o que disse o promotor:

“Os autos vêm ao Ministério Público para formação da sua opinião delitiva, quando então serão capitulados os crimes efetivamente praticados e inaugurado o processo penal mediante o oferecimento de denúncia”, explica o promotor.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

“Sabemos que nenhuma pena, infelizmente, trará as vítimas de volta à vida, mas tudo que estiver ao alcance da instituição, será feito. Nossa total e sincera solidariedade a todos aqueles que sofrem com essa perda irreparável de vidas inocentes”, completa.

Prisão preventiva

O Juiz da Comarca de Pinhalzinho, Caio Caio Lemgruber Taborda, converteu a prisão em flagrante do suspeito dos crimes em Saudades em prisão preventiva.

Ele atendeu também ao pedido da Polícia Civil para quebra de sigilo de dados, que possibilita a análise de videogame, pen drive e computador apreendido na residência do rapaz de 18 anos que invadiu uma creche ontem no município.

Na decisão, o magistrado considerou que a prisão preventiva “se justifica por sua tríplice finalidade: é providência de segurança, garantia da execução da pena e asseguradora da boa prova processual”. E que “a prisão é necessária para garantia da ordem pública em especial porque a autoria delitiva recai sobre o acusado, sendo ele, em tese, responsável pela morte violenta e cruel de 5 (cinco) pessoas, quais sejam, duas professoras […] e três crianças de tenra idade, […], as quais possuíam em torno de um ano a dois anos de idade”.

Relembre o caso

O jovem de 18 anos, armado com uma espada Katana, invadiu a escola infantil Pró-Infância Aquarela, localizada na rua Quintino Bocaiúva, no bairro Industrial manhã de terça. Ele atacou alunos e colaboradores.

Katana: arma utilizada na tragédia de Saudades – Foto: Willian Ricardo/NDKatana: arma utilizada na tragédia de Saudades – Foto: Willian Ricardo/ND

Duas crianças e a professora Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, morreram na hora. Uma terceira criança foi levada ao hospital, porém também não resistiu. As vítimas são bebês, todos menores de dois anos.

A agente educadora Mirla Amanda Renner Costa, de 20 anos, que também foi atacada na escola, chegou a ser levada ao hospital em Chapecó, mas morreu em decorrência dos ferimentos.

Na casa da família do suspeito, a Polícia Civil encontrou o computador que deverá passar por uma perícia. As embalagens das duas facas utilizadas no crime e cerca de R$ 11 mil em espécie também estavam na casa.