Um colombiano, em situação de rua, que tentou matar um motoboy na área central de Florianópolis, em 2022, será julgado por júri popular. O homem é acusado de tentativa de homicídio qualificada pela utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima: uma tesoura.
A defesa do colombiano teria recorrido por diversas motivações, que foram recusadas pelo desembargador relator por voto unânime – Foto: Freepik/Divulgação/NDA informação foi confirmada pela 3ª Câmara Criminal do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina).
A defesa do colombiano, entretanto, solicitou que o crime fosse qualificado na forma de lesão corporal, pois teria sido de natureza leve e não é possível constatar se foi realizada com intenção ou propósito deliberado.
SeguirAlém disso, foi pleiteada a impronúncia por falta de prova de autoria do crime. Sendo assim, se a solicitação fosse aceita, o caso seria qualificado de homicídio para forma lesão corporal.
Apesar das justificativas, os pleitos foram negados de forma unânime. O desembargador relator explica que nesse estágio, o reconhecimento da ausência na intenção de tirar a vida da vítima, é inviável de ser aceito.
Além disso, o desembargador relata que o golpe desferido poderia ter atingido algum órgão vital, como o pulmão. Sendo assim, ele afirma que existem muitos argumentos para submeter o réu ao Tribunal do Júri.
Relembre o caso: colombiano ataca motoboy com tesouradas nas costas
Por volta das 8h28, do dia 26 de outubro de 2022, o motoboy foi atacado com golpes de tesoura nas costas, na rua Felipe Schmidt, próximo à Igreja Assembleia de Deus, no bairro Centro, em Florianópolis.
Agressão aconteceu em 2022, na rua Felipe Schmidt, no bairro Centro – Foto: Google Street View/Divulgação/NDO agressor é um homem de 57 anos e não foi identificado. No entanto, ele é natural da Colômbia. Segundo o TJSC, as razões para serem cometidas os delitos são desconhecidas.
A vítima havia estacionado sua moto e começou a mexer no celular, quando sentiu uma “porrada muito forte” nas costas. Ele não conhecia o agressor, por isso, enquanto tentava desviar dos golpes, avisava-o que praticava jiu-jítsu.
O colombiano se afastou após o terceiro aviso, caso o ataque não parasse. Os primeiros socorros foram realizados no local e a vítima não sofreu ferimentos graves.
Além disso, uma testemunha do caso afirmou que já havia sido atacada pelo agressor com um garfo após passar por ele meses antes do ocorrido.
Após o crime, o colombiano foi abordado por policiais militares e se opôs à determinação legal dos agentes de segurança. Ao invés de cooperar com os agentes, o réu tentou atacá-los com a mesma tesoura.
Dessa forma, um deles precisou efetuar um disparo de arma de fogo na perna do réu para contê-lo e evitar que ferisse mais alguém.