O homem que confessou ter matado a própria mãe em Joinville, no Norte de Santa Catarina, pode ser isentado da pena após um laudo indicar que ele sofre de esquizofrenia paranoide, tipo de doença que traz alucinações, delírios, sensação de perseguição e pensamentos sobre conspirações.
Marli Herbst foi morta pelo filho em outubro de 2021 – Foto: InternetO crime aconteceu em outubro de 2021, em Pirabeiraba. A vítima, Marli Herbst Lopes, tinha 64 anos. Segundo a Polícia Militar, o filho dela, que foi encontrado horas após o crime, informou que matou a mãe com golpes de facão e um disparo de arma de fogo.
O réu confessou a autoria e alegou que a agressão foi motivada por uma discussão que envolvia a venda de um terreno e a divisão do valor. E ainda ressaltou que estava embriagado, havia feito uso excessivo de entorpecentes e interrompido o uso de medicamentos controlados.
SeguirCom base no laudo pericial que indica esquizofrenia paranoide, o Ministério Público pede “absolvição imprópria”, o que ocorre quando a Justiça isenta o réu de pena, mas o faz cumprir uma medida de segurança. Essa é uma medida usada quando o réu tem como única tese de defesa a inimputabilidade, ou seja, a incapacidade de entender o caráter ilícito do fato.
O MP pede, ainda, que o réu permaneça sob a tutela do Hospital de Custódia do Estado por um período de três a 20 anos. O juízo da Vara do Tribunal do Júri deve tomar uma decisão sobre o caso em dez dias. O caso tramita em segredo de justiça.