O caso do motorista que invadiu uma ciclofaixa, atropelou e matou duas ciclistas em Joinville, no Norte de Santa Catarina, em outubro de 2021, terá mais um capítulo antes do júri, que está marcado para o dia 23 de março.
Motorista de 24 anos estava bêbado no momento da colisão – Foto: Polícia Militar/Divulgação/NDCarlos Batista Bento foi denunciado depois de atropelar e matar Lindacir Rodrigues da Silva Morando, de 55 anos, e Thais Dias Gonçalves, de 25 anos, no bairro Jardim Paraíso, zona Norte da cidade. Ele será julgado por duplo homicídio, mas antes de sentar no banco dos réus, o carro que dirigia naquele dia 22 de outubro passará por nova perícia.
A perícia foi solicitada pela defesa de Carlos e acatada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) na terça-feira (10). O argumento utilizado pela defesa para solicitar a nova perícia é a de investigar de maneira completa as condições e funcionalidades do veículo. Assim, será avaliada a direção, sistemas de freio e de airbags, além da caixa de câmbio.
SeguirNa decisão publicada pelo Ministério Público em caráter de urgência, o órgão solicita o detalhamento em relatório, especialmente da condições dos itens listados e, além disso, a avaliação de se os defeitos e desgastes foram causados pelo acidente.
Relembre o caso
Carlos atropelou as vítimas no dia 22 de outubro de 2021. Lindacir morreu ainda no local do acidente e Thais morreu quatro dias depois, no hospital. Após o acidente, ele fugiu sem prestar socorro e alegou que ficou com medo de ser linchado. No entanto, foi abordado e preso pela Polícia Militar próximo ao local do atropelamento.
O teste do bafômetro apontou o uso de álcool e, em depoimento, ele afirmou que o resultado positivo no teste era, na verdade, devido ao uso de enxaguante bucal que ele teria usado instantes antes de sair de carro para buscar a companheira, momento em que atropelou as duas ciclistas. Carlos foi solto após pagamento de fiança e, meses depois, preso na Bahia.
Encaminhado para Joinville, foi solto após decisão do STJ e agora aguarda o julgamento