Comerciante e comparsa acusados de matar empresária vão a júri em Joinville

Desembargador confirmou sentença de juíza e agora Magali dos Santos e Odelir Medeiros vão à júri

Redação ND Joinville

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A comerciante Magali dos Santos e Odelir Medeiros enfrentarão o Tribunal do Júri para responder pela acusação de assassinato de Cátia Regina Silva, 46 anos, que fazia concorrência no mercado de confecções.

caso cátia Cátia Regina Silva foi assassinada em uma emboscada – Foto: montagem a partir de fotos

A sentença da juíza Shirley Tamara Colombo de Siqueira Woncce foi confirmada pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina no último dia 5 de maio em matéria sob a relatoria do desembargador Sérgio Rizelo. A data do julgamento, porém, ainda não foi estabelecida.

A empresária Cátia Regina Silva foi morta com um tiro na cabeça e teve seu corpo atirado em um curso d’água.

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“Ante o exposto, pronuncio os acusados Magali dos Santos e Odelir Medeiros a fim de que sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri, os acusados já qualificados nos autos, todos como incurso nas sanções do art. 121, § 2º, II e IV, do Código Penal (homicídio por meio fútil e emboscada)”, sentenciou a magistrada ainda ano passado.

À época da sentença, a juíza havia expedido novo mandado de prisão contra o terceiro acusado pela morta da Cátia – Fabricio Cabral Woche – porque ele estava foragido e seu paradeiro era considerando incerto.

No entanto, no dia 11 de fevereiro deste ano, Fabrício foi morto ao tentar invadir uma cooperativa em São Francisco do Sul. Ele estava foragido há mais de dois anos. Informações que já são investigadas apontam que Fabrício entrou no local para matar o presidente da cooperativa de transporte de cargas. Porém, a arma teria falhado e, com isso, o homem conseguiu revidar com uma arma que estava na gaveta e matar Fabrício.

Para a família, a espera é por justiça. “A minha mãe conseguiu tudo sozinha, nunca precisou de ninguém e o que eu mais admirava nela era essa persistência. Não vamos desistir enquanto os criminosos não estiverem presos”, disse Ana Paula Cercal, filha da empresária Cátia Regina.

Relembre o caso

O crime ocorreu na madrugada de 25 de julho de 2019, na estrada geral do Jacu, às margens do rio Piraí, no município de Araquari. A vítima havia recém chegado de uma viagem de compras a São Paulo.

Após desembarcar em Joinville, pegou seu automóvel e tomou o rumo de casa, em São Francisco do Sul. No trajeto, contudo, foi abordada por Fabrício e Odelir, que simularam uma blitz, utilizando, inclusive, falsos distintivos policiais induzindo a empresária a parar o carro no acostamento da BR-280.

Depois, a algemaram, vendaram, levaram o carro dela até o Morro da Palha, onde ele foi encontrado incendiado. Segundo a denúncia, Fabrício e Odelir voltaram com Cátia para Araquari, onde a executaram com um tiro na cabeça.

Parte das roupas que a vítima comprara em São Paulo foi encontrada posteriormente em poder dos réus. De acordo com a polícia, as roupas foram, inclusive, colocadas à venda na loja de Magali.

Neste momento processual, explicou o desembargador Rizelo, opera-se não a condenação ou a absolvição dos acusados, mas sim o juízo de admissibilidade da acusação, uma vez presentes a prova da materialidade dos fatos e indícios de sua autoria.

“Não se busca, na análise do feito, (…) a prova cabal da perpetração do ilícito pelos acusados porque o convencimento disso cabe ao Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, juiz natural para o julgamento de mérito nos crimes dolosos contra a vida”, finalizou o desembargador Rizelo. A decisão foi unânime.

O advogado dos réus sustenta que não há provas contundentes no processo.

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