O homem condenado a mais de 18 anos de prisão por matar a ex-namorada se entregou em Blumenau na tarde desta quinta-feira (14), após não comparecer ao julgamento.
Condenado por matar ex-namorada se entrega após não comparecer ao julgamento em Blumenau – Foto: MPSC/Reprodução NDO Tribunal do Júri iniciou às 9h de quarta-feira (13) e terminou por volta das 19h. O réu foi condenado por matar Bernadete Libardo a facadas ao não aceitar o fim do relacionamento.
Solto desde março deste ano, o homem se entregou no Fórum da Comarca de Blumenau, após mandado de prisão expedido pelo juiz.
SeguirCondenado a mais de 18 anos de prisão
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri acolheu todas as teses do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e condenou o réu por homicídio triplamente qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
A sentença foi de 18 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado.
A vítima presidia a Associação de Moradores do bairro Nova Esperança e era ativista dos movimentos sociais da cidade.
De acordo com o MPSC, quando foi atacada pelo ex-namorado, Bernadete estava confeccionando a decoração da festa de Halloween do bairro.
Relembre o caso
Por volta da meia-noite do dia 16 de outubro de 2019, Bernardete foi encontrada morta pelas filhas, enrolada em uma rede de casa.
Segundo a DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) de Blumenau, a vítima tinha marcas de facadas no peito e no pescoço.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito descia de um carro estacionado próximo à casa da vítima.
Bernardete Libardo foi encontrada morta dentro de casa – Foto: Arquivo Pessoal/ND‘Minha mãe dizia que ele jamais faria mal’
Bernadete tinha sido eleita poucos meses antes como presidente da Associação de Moradores do bairro. Em entrevista ao Portal ND+ em janeiro de 2022, uma das filhas disse que a mãe era uma pessoa incrível.
“Não precisava de data específica para almoçar juntos no domingo. Ela amava receber as pessoas na casa dela, o lugar onde ela mesma chamava de descanso”, ressalta.
Fernanda Silva recorda que a mãe teve um relacionamento com o acusado por quatro meses e que após o término, ela passou a ser perseguida.
“Minha mãe dizia que ele jamais faria mal. Acreditamos no que ela falava, e infelizmente hoje ela não está mais aqui por causa dele. Minhas outras duas irmãs eram mais novas na época e tiveram que sair de casa, pois foram elas que encontraram o corpo da minha mãe”, lamentou.