Contadora é acusada de pagar quase 300 boletos pessoais com recurso de prefeitura em SC

Além da contadora, outras cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público por esquema de desvio de dinheiro do município

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Redação ND Joinville

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Pouco mais de duas semanas após ser deflagrada a operação “Conta Zerada”, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) denunciou seis pessoas pelo desvio de recursos da prefeitura de Major Vieira, no Planalto Norte catarinense.

Contadora, marido e servidores são denunciados por esquema de desvio de recursos em Major Vieira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens/Divulgação/NDContadora, marido e servidores são denunciados por esquema de desvio de recursos em Major Vieira – Foto: Marcos Santos/USP Imagens/Divulgação/ND

Uma delas é a contadora o município, acusada de ser a líder e de pagar 285 boletos pessoais com o dinheiro da prefeitura. Ela foi presa no dia 21 de setembro, durante a operação “Conta Zerada”. De acordo com a denúncia, o grupo se organizou e dividiu tarefas para desviar recursos da prefeitura.

Além da contadora, o marido dela, o tio do marido e outros servidores faziam parte do esquema. Segundo a investigação e a acusação do MPSC, o grupo se apropriava dos recursos municipais de diversas maneiras, a principal delas, por meio de pagamento de boletos pessoais, familiares e de comércios que pertenciam à contadora e ao marido. Além disso, o grupo também realizava transferências simuladas para pessoas jurídicas também de propriedade dos acusados e para contas pessoais.

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De acordo com o MP, o grupo cometeu, ao menos, três tipos de crimes contra o município: desvio de recursos públicos por meio de pagamento de boletos bancários, transferências bancárias com recursos do município para contas pessoais e também foram emitidas duas folhas de cheque com recurso do município. Os seis são acusados, ainda, de lavagem de dinheiro.

A contadora já havia sido alvo de investigação em abril, quando o Ministério Público investigou o desvio de quase R$ 600 mil dos recursos municipais. Flagrada, ela teria mudado a maneira de agir e, ao invés de transferir dinheiro para sua conta pessoal, começou a pagar suas despesas, as da família e as das empresas com recurso público.

O pedido do MPSC é de que além da esfera criminal, a contadora e o marido tenham que ressarcir o município em quase R$ 1,5 milhão pelos danos e prejuízos causados ao município, além de danos morais à população.

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