Criança queimada por caldo de feijão em escola será indenizada em R$ 30 mil no Sul de SC

Menina foi indenizada em R$ 20 mil e, os pais, em R$ 5 mil cada

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Redação ND Criciúma

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Os pais e uma criança de seis anos, que sofreu queimaduras por caldo de feijão na escola, serão indenizados por danos morais pelo município de Criciúma no valor de R$ 30 mil. O fato aconteceu em março deste ano, em uma instituição pública.

Caldo de feijão quente queimou a criançaCriança teve queimaduras de segundo grau no pescoço e no tórax – Foto: TJSC/Divulgação/ND

Funcionária carregava uma panela de feijão

Segundo os autos, a queimadura se deu em virtude do derramamento de feijão em uma panela quente carregada por uma funcionária da unidade de ensino. A menor, nesse momento, dirigia-se ao banheiro sem a supervisão de qualquer responsável.

A decisão destaca que o dano foi comprovado, de acordo com documentação e fotos apresentadas nos autos, “inexistindo qualquer controvérsia quanto à ocorrência do acidente envolvendo o menor e o derramamento do caldo de feijão pela funcionária do educandário”.

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A sentença pontua ainda que a menor, com apenas seis anos na época dos fatos, estava sob cuidados da professora, a quem incumbia o encargo de guarda e vigilância dos alunos.

A decisão reforça que os alunos se tratam de crianças que não possuem discernimento dos atos que cometem, tampouco capacidade de autodeterminação. Por isso, a necessidade de atenção e cautela especial por parte dos funcionários da instituição.

Decisão foi tomada na Comarca de Criciúma – Foto: TJSC/Divulgação/NDDecisão foi tomada na Comarca de Criciúma – Foto: TJSC/Divulgação/ND

“Verifica-se, portanto, que o acidente ocorreu em razão da falta de atenção e vigilância da administração que, certamente, poderia ter evitado os danos suportados pela criança”, diz a decisão.

Criança indenizada

O município de Criciúma foi condenado ao pagamento de indenização pelos danos morais suportados em R$ 20 mil para a menor. Os pais devem receber R$ 5 mil cada. Os valores são acrescidos de juros e correção monetária. A sentença, prolatada neste mês, é passível de recurso.

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