Crise política: origem está na omissão do Congresso Nacional

Presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, estão acovardados e prisioneiros de seus interesses

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O ministro Marco Aurélio Melo tem toda razão, quando aponta as inconstitucionalidades no inquérito das fake news, origem do processo contra o deputado federal Daniel Silveira, chamando-o de “inquérito do fim do mundo”.

STF agiu politicamente e por espírito corporativo, avaliam juristas e analistasSTF agiu politicamente e por espírito corporativo, avaliam juristas e analistas

Destacou, em primeiro lugar, que este processo foi instaurado com base no Regimento Interno do STF e não com fundamento na Constituição Federal ou na ordem jurídica vigente.

E apontou claramente as ilegalidades, entendida por qualquer estagiário de Direito:  “O ministro Alexandre de Moraes se declarou  vítima, o próprio ministro agiu como autoridade policial,  na sequência atuou como promotor e, em várias etapas como julgador”.

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O julgamento pelos ministros do STF teve mais um caráter político, com espírito de vingança política, do que de análise dos autos à luz da Carta Magna.

O artigo 53 da Constituição Federal não precisa  de juristas ou de premiados constitucionalistas para ser entendido. Ele é de clareza contundente e explícita: “Os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.”

Toda esta crise poderia ser sido evitada se o Congresso Nacional exercesse suas prerrogativas constitucionais, desde o início do processo das fakes News.

O problema é que os presidentes da Câmara Federal, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, estão acovardados perante o STF, como tem enfatizado vários parlamentares e juristas. E prisioneiros de seus interesses políticos, financeiros, pessoais e profissionais.