O ministro Marco Aurélio Melo tem toda razão, quando aponta as inconstitucionalidades no inquérito das fake news, origem do processo contra o deputado federal Daniel Silveira, chamando-o de “inquérito do fim do mundo”.
STF agiu politicamente e por espírito corporativo, avaliam juristas e analistasDestacou, em primeiro lugar, que este processo foi instaurado com base no Regimento Interno do STF e não com fundamento na Constituição Federal ou na ordem jurídica vigente.
E apontou claramente as ilegalidades, entendida por qualquer estagiário de Direito: “O ministro Alexandre de Moraes se declarou vítima, o próprio ministro agiu como autoridade policial, na sequência atuou como promotor e, em várias etapas como julgador”.
SeguirO julgamento pelos ministros do STF teve mais um caráter político, com espírito de vingança política, do que de análise dos autos à luz da Carta Magna.
O artigo 53 da Constituição Federal não precisa de juristas ou de premiados constitucionalistas para ser entendido. Ele é de clareza contundente e explícita: “Os deputados e senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.”
Toda esta crise poderia ser sido evitada se o Congresso Nacional exercesse suas prerrogativas constitucionais, desde o início do processo das fakes News.
O problema é que os presidentes da Câmara Federal, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, estão acovardados perante o STF, como tem enfatizado vários parlamentares e juristas. E prisioneiros de seus interesses políticos, financeiros, pessoais e profissionais.