Delegada fala sobre investigação do caso AME Jonatas: ‘passaram a viver vida de luxo’

Os pais do menino Jonatas foram condenados por estelionato e apropriação indébita pelo uso indevido do dinheiro arrecado na campanha

Redação ND Joinville

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De uma rotina simples a uma vida de luxo. Para a delegada Georgia Marriany Bastos, responsável pela investigação criminal do caso AME Jonatas, a mudança no estilo de vida do casal de Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi um grande indicativo do desvio do dinheiro arrecadado para o tratamento do bebê.

Pais de Jonatas foram condenados por estelionato e apropriação indébita – Foto: Internet/ReproduçãoPais de Jonatas foram condenados por estelionato e apropriação indébita – Foto: Internet/Reprodução

Renato Henrique Openkoski e Aline da Cunha Souza Openkoski, pais do menino Jonatas, foram condenados pela Justiça na última semana por estelionato e apropriação indébita.

Ele, a 44 anos e 29 dias de reclusão em regime fechado. Ela, a 26 anos, 11 meses e 13 dias de prisão em regime fechado. Os dois ainda devem pagar dias-multa, custas processuais e uma indenização de mais de R$ 178 mil.

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“Conseguimos levantar provas suficientes para concluir que, de fato, o casal praticou a conduta de estelionato e apropriação indébita, crime previsto no Estatuto da Pessoa com Deficiência”, destaca a delegada, que comandou as investigações à época.

Em 2018, a Polícia Civil apreendeu diversos bens na casa do casal, como joias, celulares, perfumes de marcas famosas e outros itens de luxo que, agora, serão destinados a leilões e entidades beneficentes, como mostrou reportagem do portal ND+.

“Ficou muito clara a questão do desvio de finalidade do dinheiro que arrecadaram comparando a vida que eles tinham antes: eram pessoas muito simples, de vida financeira limitada e restrita. Depois da campanha, passaram a viver vida de luxo e usufruir de serviços que não é qualquer pessoa que tem condições”, diz Georgia.

A campanha AME Jonatas, que tinha como propósito comprar um medicamento para tratar a AME (atrofia muscular espinhal), ganhou repercussão nacional e arrecadou cerca de R$ 4 milhões. Com as suspeitas, as contas foram bloqueadas no decorrer da investigação.

Pela internet, Renato e Aline se manifestaram dizendo que não cometeram crime ou agiram de má fé. Veja:

Casal se manifestou pela internet – Foto: Internet/ReproduçãoCasal se manifestou pela internet – Foto: Internet/Reprodução

O advogado do casal, Luiz Felipe Winter, confirmou que vai recorrer ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Jonatas morreu no início de 2022, aos 5 anos.

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