Denúncias do Ministério Público contra deputado Julio Garcia são rejeitadas pela Justiça de SC

Parecer foi dado pela juíza Janaina Cassol Machado, da 1° Vara da Justiça Federal em Florianópolis, nesta segunda-feira (6)

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Yasmin Mior Florianópolis

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Três denúncias movidas pelo MPF (Ministério Público Federal) contra o deputado Julio Garcia (PSD), no âmbito da Operação Alcatraz, foram rejeitadas pela juíza Janaina Cassol Machado, da 1ª Vara da Justiça Federal em Florianópolis. A decisão foi tomada na segunda-feira (6).

Justiça catarinense rejeitou três denúncias contra deputado – Foto: Flávio Tin/Arquivo/NDJustiça catarinense rejeitou três denúncias contra deputado – Foto: Flávio Tin/Arquivo/ND

As rejeições se deram por conta da “ausência de justa causa para o exercício da presente ação penal, em análise adstrita ao determinado pelo Superior Tribunal de Justiça”, de acordo com a juíza. A fala de Janaina foi publicada em nota pela JFSC (Justiça Federal de Santa Catarina).

“Por justa causa, entendo como condição da ação relacionada aos indícios de autoria e prova de existência do crime. Trata-se, pois, de lastro probatório mínimo e firme, indicativo da autoria e da materialidade da infração penal”, complementa.

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A juíza ainda proferiu que há ausência de provas nas denúncias apresentadas.

“Diante da ausência de prova de materialidade, consubstanciado em provas autônomas e independentes, nos termos determinados na decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça, impõe-se a rejeição da denúncia”, diz Machado.

Diante disso, o MPF também se manifestou. O órgão disse que “prefere reavaliar melhor os elementos de investigação e eventualmente fornecer uma nova denúncia”.

O que diz a defesa de Julio Garcia

Procurada pela reportagem para se manifestar sobre a decisão, Cláudia Bressan, que atua como advogada do deputado, diz que “estamos cientes e a decisão foi no sentido da própria linha de defesa”. A assessoria do deputado avisou que ele não vai comentar a decisão.

Operação Alcatraz

A Operação Alcatraz foi deflagrada em maio de 2019, pela Polícia Federal e Receita Federal, com o objetivo de combater fraudes em licitações e desvios de recursos públicos por meio de contratos de prestação de serviço de mão de obra terceirizada firmados com órgãos do governo de Santa Catarina.