O Tribunal do Júri condenou um dos sete detentos denunciados por matar um colega de cela no Presídio Regional de Joinville em janeiro de 2019. Marcelo da Silva foi morto por estrangulamento, além de ter sido atingido por 237 golpes de um instrumento perfurante.
Detento foi surpreendido enquanto dormia no Presídio Regional de Joinville – Foto: Carlos Jr/NDDe acordo com a denúncia, os sete detentos atacaram a vítima enquanto ela dormia, sem que pudesse reagir. O réu julgado amordaçou o colega de cela com uma camisa, que ainda foi segurado enquanto era atacado com golpes de um instrumento perfurante. Após os 237 golpes, a vítima ainda foi estrangulada com um cordão.
“O réu, inclusive, tinha um ferimento cortante em uma das mãos, provavelmente porque foi atingido acidentalmente por um comparsa enquanto segurava o pescoço da vítima”, destacou o Promotor de Justiça Marcelo Sebastião Netto de Campos.
SeguirEle teria dito que se feriu ao se defender durante uma confusão na cela, mas depois mudou a versão, sustentando que o ferimento era um furúnculo, o que foi contestado pela perícia.
Assassinado por simpatia com facção rival
Segundo a investigação, um detento que não participou do crime foi ameaçado e assumiu a culpa inicialmente porque estava em “débito” com a facção criminosa. Depois, ele mudou a versão.
Além disso, depoimentos de testemunhas revelaram que a vítima teria sido morta porque era “simpatizante” de outra facção.
O primeiro réu julgado pelo crime foi condenado à 19 anos, dois meses e dois dias de reclusão por homicídio qualificado – cometido com o uso de meio cruel e por impossibilitar a defesa da vítima. A pena também foi aumentada pelo agravante de reincidência.
Este foi o primeiro dos acusados pelo crime a ser julgado. Os outros seis réus denunciados pelo Ministério Público vão a julgamento após a resposta aos recursos da defesa. A decisão é passível de recurso.