O Tribunal do Júri da Comarca de Rio Negrinho, no Planalto Norte de Santa Catarina, condenou os réus William Alexandre Barbosa e Pablo Henrique Custódio Fernandes pelo crime de tentativa de homicídio – duplamente qualificado, motivo torpe e meio que dificultou a defesa da vítima – contra Victor Soares. O crime foi cometido em 2021, no interior de Rio Negrinho.
A sessão plenária do Júri na comarca de Rio Negrinho aconteceu no dia 20 de outubro – Foto: Tribunal de Justiça/Divulgação NDA sessão plenária do Júri aconteceu no dia 20 de outubro e acolheu as teses do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para condenar a dupla.
O réu Pablo foi sentenciado a 10 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão e o réu William a oito anos de reclusão.
SeguirA denúncia relata que o crime foi cometido em 9 de setembro de 2021, quando o executor William, cumprindo ordem do mandante Pablo, efetuou diversos disparos de arma de fogo contra Victor Soares.
Para a execução do crime, a vítima foi levada para uma estrada rural, em local ermo e sem iluminação, onde foi obrigada a descer do carro e foi então alvejada com cinco disparos, pelas costas.
Mesmo ferida, a vítima fingiu-se de morta e depois conseguiu caminhar até encontrar algumas pessoas. Ao pedir socorro, recebeu atendimento hospitalar e conseguiu sobreviver. O crime foi cometido pelos réus por acreditarem que a vítima integrava uma facção criminosa rival a deles.
Para a promotora de Justiça Juliana Degraf Mendes, “o resultado desse júri comprova que a comunidade de Rio Negrinho não aceita o terror que a facção criminosa tenta impor nos bairros. Além disso, demonstra a confiança da população no trabalho das polícias, do Instituto de Perícias e do Ministério Público”.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Rio Negrinho acolheu todos os requerimentos do Ministério Público e reconheceu as duas qualificadoras da tentativa de homicídio – motivo torpe e meio que dificultou a defesa da vítima. Da decisão cabe recurso, mas os réus não poderão responder em liberdade. Os dois sentenciados seguem presos preventivamente.