Pela primeira vez na história, desde a redemocratização, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi colocado sob gravíssima suspeição em relação à organização e comando das eleições no Brasil. Uma tristeza, eis que as incertezas se multiplicam por declarações e atos de ministros do próprio Tribunal.
O TSE aumentou o esquema de segurança para acessar o prédio do tribunal neste domingo – Foto: José Cruz/Agência Brasil/NDPrimeiro, o ex-presidente Luiz Roberto Barroso, manteve sob sigilo o inquérito realizado pela Policia Federal que concluiu pela existência de invasões no processo eleitoral de 2018.
Fato impactante que só foi revelado na audiência pública presidida pelo senador Esperidião Amin. Por que, afinal, Barroso, engavetou a grave revelação de uma instituição policial federal que tem experiência no sistema de informática? Foi este mesmo ministro que decidiu centralizar em Brasília a totalização da apuração dos votos, abrindo novas e procedentes desconfianças .
SeguirVeio depois o atual presidente, ministro Edison Fachin, proclamar em discurso oficial que a Rússia iria invadir o sistema eleitoral brasileiro, admitindo publicamente vulnerabilidades.
Na sequência, o ministro Barroso, extrapolando suas prerrogativas e ferindo mortalmente a Lei Orgânica da Magistratura, voltou a falar mal do Brasil em evento partidário internacional e declarou que “o governo era um inimigo”. Outro fato inédito na Justiça.
E agora vem o Ministro da Defesa, general Paulo Nogueira, pedir que o TSE divulgue os questionamentos das Forças Armadas sobre as eleições. Documento já levado à Comissão de Transparência do TSE.
É sabido que Exército e Aeronáutica, por seus Institutos Tecnológicos possuem técnicos de altíssimo nível em informática e especialistas em crimes cibernéticos. Tem, portanto, muito a contribuir para a segurança e a transparência das eleições.
Por que, afinal, tanto segredo e tanta oposição? O TSE parece que não quer comandar, mas mandar nas eleições. Só produz insegurança.