Ex-boxeador é condenado a 23 anos por matar ex-esposa em Araranguá

Claudionei Rodrigues Lacerda foi julgado por júri popular pelo crime ocorrido em dezembro de 2017

Redação ND Florianópolis

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O ex-boxeador Claudionei Rodrigues Lacerda, de 40 anos, foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão por homicídio qualificado e uma tentativa de homicídio qualificado, ocorridos em dezembro de 2017.

A sessão do Tribunal do Júri ocorreu na quarta-feira (7), em Araranguá, no Sul do Estado. O julgamento foi realizada no 19º Batalhão da Polícia Militar e teve duração de 14h.

Sessão do Tribunal do Júri foi realizada em batalhão da PM – Foto: DivulgaçãoSessão do Tribunal do Júri foi realizada em batalhão da PM – Foto: Divulgação

O crime

Lacerda invadiu a casa da ex-companheira e aplicou golpes com uma barra de ferro contra ela. De acordo com a denúncia do Ministério Público, os crimes, ocorridos em 2017, tiveram como motivação uma suposta interferência da tia e do então companheiro da vítima na relação do boxeador com a ex-esposa.

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O réu entrou na casa da ex-esposa, que imediatamente ligou para a tia para avisar sobre a invasão e pedir para acionar a polícia.

A tia e o companheiro dela se dirigiram até o local e foram surpreendidos com golpes com uma barra de ferro.

A ex-esposa foi atingida na face e na cabeça, lesões que causaram traumatismo cranioencefálico e, por consequência, sua morte.

O então companheiro da vítima também foi atingido por golpes na cabeça e no corpo, mas sobreviveu aos ataques, que teriam cessado quando o autor se assustou com a aproximação de um veículo e fugiu.

O réu foi condenado a 23 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, mais sete meses de detenção, em regime aberto, por homicídio triplamente qualificado e tentativa de homicídio triplamente qualificada por motivo torpe, meio cruel e recursos que dificultaram a defesa das vítimas, além dos crimes de ameaça e invasão de domicílio.

Claudionei Rodrigues Lacerda estava preso preventivamente no Presídio Regional de Araranguá e teve negado o direito de recorrer em liberdade.

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