A Justiça condenou nesta quinta-feira (13), um ex-funcionário que roubou o próprio banco em que trabalhava em Blumenau, no Vale do Itajaí. O crime, que começou a ser investigado como um suposto sequestro de duas gerentes e colegas de trabalho do homem, terminou desvendando um esquema milionário.
Policiais perseguiram os criminosos na época – Foto: Reprodução/NDO caso teve ampla repercussão na região do Vale do Itajaí. Na época, uma perseguição policial que iniciou em Indaial, cidade em que as gerentes do banco foram sequestradas, terminou com a morte de um dos envolvidos, em Blumenau.
As vítimas, de acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), foram abordadas no estacionamento de uma loja e tiveram notebooks, smartphones, pertences pessoais e um de seus veículos utilizado na tentativa de fuga.
SeguirA investigação da Polícia Civil apontou que as gerentes eram observadas há cerca de 15 dias e o crime teria sido encomendado por um terceiro, membro de uma organização criminosa gaúcha, com o auxílio do ex-bancário e de um homem que fez contato com o colega das vítimas.
Suspeitos seguiam as vítimas em Blumenau – Foto: Reprodução/NDO objetivo era invadir o sistema da agência bancária e efetuar transferências de valores. Mais de 2,6 milhões de reais foram roubados de diversas contas bancárias pelos criminosos.
Ex-bancário foi condenado
De acordo com a denúncia do MPSC, o ex-bancário passava por dificuldades financeiras e teria aceitado participar da ação criminosa com a promessa de recompensa no valor de R$ 500 mil.
Para o magistrado do juízo da 1ª Vara Criminal da comarca de Blumenau, o ex-bancário tinha pleno conhecimento do ato criminoso do grupo, assumindo o risco e colaborando ao repassar todas as informações necessárias para o roubo.
O ex-bancário foi condenado à pena de 10 anos de reclusão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado. Outros três réus também foram condenados pelo crime e tiveram negados o direito de recorrer da decisão em liberdade. O quarto réu poderá recorrer em liberdade, já que foi condenado em regime inicial aberto. Os nomes dos outros envolvidos não foram divulgados. O processo tramita sob sigilo de Justiça.
Ex-jogador de futebol também foi preso na época
Durante as prisões, em dezembro de 2022, a Polícia Civil prendeu, na cidade de Blumenau, um empresário e ex-jogador de futebol profissional.
Com passagens pelo Paulista de Jundiaí, em São Paulo, e clubes do exterior, o ex-jogador teria sido a pessoa que intermediou o contato e instigou o gerente a aceitar a proposta, também com objetivo de ganhar uma porcentagem dos valores subtraídos do banco.