Wagner Cardeal Oganauskas, ex-marido de Ana Paula Campestrini, e o amigo dele, Marcos Antonio Ramon, foram denunciados à justiça pela morte da catarinense, executada em Curitba (PR) com 14 tiros no mês de junho.
Ana Paula Campestrini foi executada com 14 tiros em Curitiba. O corpo será sepultado em Lontras, onde vive a família – Foto: Reprodução/DivulgaçãoA denúncia foi apresentada nesta quinta-feira (8). Além de Wagner e Marcos Antônio, o MPPR (Ministério Público do Paraná) também denunciou Felipe Rodrigues Wada, um técnico de informática de 18 anos que teria apagado as conversas do telefone celular de Marcos Antônio após o crime.
Segundo o documento apresentado pelo MPPR, Wagner e Marcos Antônio estão sendo denunciados por feminicídio qualificado pelo motivo torpe e pelo pagamento de recompensa, e por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Marcos Antônio também é denunciado com Felipe por fraude processual.
SeguirAté o momento o técnico de informática não havia sido citado pelos investigadores. De acordo com o MPPR, ele teria apagado as mensagens trocadas entre Wagner e Marcos Antônio mesmo sabendo do conteúdo das conversas. A intervenção no aparelho teria sido feita logo após o assassinato de Ana Paula.
Wagner e Marcos seguem presos, à disposição da Justiça.
Em nota, a defesa de Wagner e Marcos Antônio informou que a denúncia é consequência natural da conclusão do inquérito. Confira a nota na íntegra:
“A defesa dos denunciados WAGNER CARDEAL OGANAUSKAS e MARCOS ANTÔNIO RAMON, que estão à disposição da Justiça, informa que oferta de denúncia pelo MP é consequência natural da conclusão do inquérito e que formulará defesa no curso do processo.
Elias Mattar Assad
Karoline Alves Crepaldi
Louise Mattar Assad
Advogados”
Relembre o caso
Na manhã do dia 22 de junho, Ana Paula Campestrini foi executada aos 39 anos com 14 tiros em frente ao conjunto habitacional onde morava em Curitiba (PR). Ela foi sepultada em Lontras, no Vale do Itajaí, onde vive a família.
Da esquerda para a direita: Marcos Antônio Ramon, indiciado pela execução do crime; Ana Paula Campestrini, a vítima; e Wagner Oganauskas, suspeito de ser o mandante da execução da ex-esposa – Foto: Reprodução/Redes SociaisEm dois dias, a Polícia Civil do Paraná identificou e prendou os dois suspeitos pelo crime: Wagner Cardeal Oganauskas, ex-marido de Ana Paula e quem seria o mandante do crime, e Marcos Antônio Ramos, que seria o executor.
Os dois eram, respectivamente, presidente e diretor-financeiro de um clube de Curitiba. Segundo a delegada Tathiana Guzella, o crime foi premeditado com pelo menos dois meses de antecedência. Além disso, Wagner teria pago R$ 38 mil para Marcos Antônio executar o assassinato.
Na última segunda-feira (5) a Polícia Civil revelou detalhes da investigação e informou que indiciou Wagner por homicídio quintuplamente qualificado e Marcos Ramon por homicídio triplamente qualificado.
Ana Paula Campestrini e Wagner Oganauskas foram casados por 17 anos e tiveram três filhos, com 16, 11 e 9 anos. Ele se separaram há cerca de três anos e, após o fim do casamento, ela se declarou homossexual.
Antes de ser morta, Ana Paula trabalhava como diarista e motorista de carros de aplicativo e vivia com a namorada no condomínio em frente ao qual foi assassinada.
Alguns dias antes do crime, ela havia escrito uma carta para os familiares, onde falou sobre a libertação do relacionamento de 17 anos, que classificou como abusivo.
*Com informações do portal Ric Mais.