O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) informa que será realizado nesta quarta-feira (13) o Tribunal do Júri do ex-namorado acusado de matar Bernardete Libardo, em outubro de 2019, em Blumenau, no Vale do Itajaí. O julgamento está marcado para começar às 09h da manhã.
Então presidente da Associação de Moradores do bairro Nova Esperança foi morta a facadas pelo ex-namorado em 2019 – Foto: Arquivo Pessoal/NDO julgamento do acusado estava marcado para janeiro de 2022, mas segundo divulgado pela NDTV à época, foi adiado pois a Juíza responsável havia testado positivo para a Covid-19 na data marcada.
Conforme o MPSC, o acusado de matar Bernardete teria assassinado a ex-namorada a facadas porque não aceitava o fim do relacionamento. A mulher teria sido encontrada morta na casa onde morava, no bairro Nova Esperança, em Blumenau.
SeguirÀ época, Bernardete era presidente da Associação dos Moradores do Bairro Nova Esperança. Ela foi homenageada pelo legislativo blumenauense, que batizou a sala da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Vereadores com seu nome.
Ex-namorado matou Bernardete com facadas no pescoço
Por volta da meia-noite do dia 16 de outubro de 2019, Bernardete Libardo foi encontrada morta, pelas filhas, enrolada em uma rede de casa. Segundo o delegado David Sarraff, da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso) de Blumenau, a vítima tinha marcas de facadas no peito e no pescoço.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito descia de um carro estacionado próximo à casa da vítima. O delegado informou, ainda, que o principal suspeito do crime é o ex-namorado de Bernardete e que a motivação do crime seria o término do relacionamento
‘Minha mãe dizia que ele jamais faria mal’
Bernardete Libardo tinha sido eleita poucos meses antes como presidente da Associação de Moradores do bairro. Em entrevista ao ND+ em janeiro de 2022, uma das filhas disse que Bernardete era uma pessoa incrível. “Não precisava de data específica para almoçar juntos no domingo. Ela amava receber as pessoas na casa dela, o lugar onde ela mesma chamava de descanso”, ressalta.
Fernanda Silva recorda que a mãe teve um relacionamento com o acusado por quatro meses e que após o término, a mãe passou a ser perseguida.
“Minha mãe dizia que ele jamais faria mal. Acreditamos no que ela falava, e infelizmente hoje ela não está mais aqui por causa dele. Minhas outras duas irmãs eram mais novas na época e tiveram que sair de casa, pois foram elas que encontraram o corpo da minha mãe”, lamentou.