Facção rival: mandante de assassinato no Sul de SC é condenado a 21 anos de prisão

Crime foi cometido por três outros homens; mandante já está recluso em uma penitenciária federal

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Redação ND Criciúma

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Um homem, mandante de um homicídio praticado em São João do Sul, no Sul catarinense, foi condenado, na quinta-feira (4), a 21 anos, seis meses e sete dias de reclusão. A justiça considerou que o crime foi cometido por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Mandante foi julgado em Criciúma Réu já está preso por outros crimes – Foto: MPSC/Divulgação/ND

A decisão foi tomada no Tribunal de Júri da Comarca de Criciúma, após denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina). Inicialmente, o mandante ficará preso em regime fechado. Ele já foi condenado anteriormente por integrar facção criminosa e está preso em uma penitenciária federal pela prática de outros crimes.

Praticado em 2021, o crime vitimou um homem, que foi executado com cinco tiros no pátio de um posto de combustíveis. Segundo o MPSC, a vítima foi morta por parar de vender as drogas da facção comandada pelo condenado, e começar a vender entorpecentes de um outro grupo rival, o qual disputava território no tráfico na região.

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Mandante do crime é um dos líderes de uma facção

Conforme sustentado pelo Promotor de Justiça Fernando Rodrigues de Menezes Júnior no Tribunal, e apontado por testemunhas ouvidas na sessão, a facção que o réu é líder atua no Rio Grande do Sul e Extremo Sul catarinense e foi ele quem ordenou a morte do traficante.

O homicídio foi executado por três homens já condenados anteriormente, que também integravam a facção.

A condenação considerou duas qualificadoras para o crime: motivo torpe, pois foi executado com o objetivo de exterminar a concorrência no tráfico local, e recurso que dificultou a defesa da vítima, já que os réus estavam em maior número, impossibilitando que o homem fugisse ou tentasse se defender, e o surpreendendo com a chegada repentina dos autores.

O crime foi praticado em São João do Sul, mas o julgamento aconteceu em Criciúma para garantir a segurança da sessão.

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