Apesar de já extinto na língua portuguesa, o trema segue dando o que falar. É que uma família de Joinville, no Norte de Santa Catarina, entrou com ação para remover o sinal presente nos seus sobrenomes, mas acabou tendo o pedido negado pelo Tribunal de Justiça.
Justiça negou pedido da família a respeito do trema em sobrenome – Foto: Freepik/Banco de Imagens/NDNa ação, os quatro integrantes da mesma família argumentaram que “sofrem desconforto e até constrangimento causados pela resistência de terceiros ao uso do trema ao invocarem seus sobrenomes, cuja escrita equivocada é frequente”.
Na prática, eles pediram que o trema em cima das letras U e O fosse substituído pelo acréscimo de uma letra E nos sobrenomes, que têm origem estrangeira. Além disso, também solicitaram que um sobrenome terminado em ÃO fosse modificado para AN.
SeguirO pedido, no entanto, não foi acatado na 2ª Vara da Fazenda Pública de Joinville e nem pela 1ª Câmara Civil, depois que a família recorreu. Segundo o desembargador Edir Josias Silveira Beck, relator da apelação, a mudança do nome para facilitar a ortografia não é prevista em lei.
Ele lembrou que, embora o trema tenha sido extinto no novo acordo ortográfico, se mantém em nomes próprios de origem estrangeira e concluiu que “os recorrentes não comprovaram as alegadas situações constrangedoras ou vexatórias causadas pelo uso do sinal gráfico”.
Assim, o trema segue sendo usado nos sobrenomes da família, sem substituição.