Após quatro anos, a família da pequena Laura Cecília Bitencourt poderá ter o desfecho do crime que chocou Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. A menina, de um ano e sete meses, morreu após ser atingida na cabeça por uma paulada. O acusado do crime é o tio-avô da criança.
Família clama por justiça no júri popular de tio-avô acusado de matar bebê a pauladas em SC – Foto: Juliana Senne/NDTVO crime aconteceu em 2018. Inicialmente o júri estava marcado para 2020, mas, em função da pandemia, o julgamento foi adiado e transferido para esta quarta-feira (27).
O réu, Fernando Cristiano Grapp, foi conduzido por parentes até o Fórum de Navegantes. O julgamento começou por volta das 8h30. Do lado de fora do fórum, familiares da pequena Laura usavam camisetas e faixas pedindo justiça.
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Segundo as investigações, Fernando não teria gostado que a irmã, avô de Laura, tivesse entrado no terreno da família. Com um cabo de enxada, o réu teria acertado golpes na cabeça da sobrinha neta, que estava sendo carregada pela avó.
A menina chegou a ser socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu ao traumatismo cranioencefálico e morreu.
“Ela chegou a dizer ‘dói, mãe’, e depois começou a convulsionar”, relembra a avó, Edivania Grapp Bitencourt. Ela conta que, até hoje, não consegue dormir direito.
Família de menina morta a paulada em Navegantes aguarda julgamento – Foto: Reprodução/RICTV Record TVTese da defesa
Fernando chegou a ser preso por pouco tempo, mas, como possui problemas de saúde, como diabetes, foi transferido para prisão domiciliar. Agora, ele responde ao caso em liberdade.
Ele foi denunciado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) por homicídio duplamente qualificado contra Laura, e tentativa de homicídio contra a avó da criança.
A defesa de Fernando foi concedida pelo Estado, e tenta comprovar que o réu tem problemas de saúde e pede pela retirada do dolo, ou seja, a intenção de matar a criança. Segundo Vanessa Alves, advogada da defesa, trabalha com a tese de que o homem estaria já cego em função da diabetes.
ONG trabalha na acusação
Uma ONG (Organização Não Governamental) contratou um advogado que atua na acusação. Maria do Carmo dos Santos, presidente do Grupo Vítimas Unidas, conta que o grupo trabalha nacionalmente e pede pela condenação do réu. Eduardo Sampaio, advogado de acusação, trabalha com o intuito de comprovar o dolo, ou seja, a intenção de matar.
*Com informações da repórter Juliana Senne, da NDTV