Familiares de vítimas da Covid-19 vão à PGR contra Jair Bolsonaro

Associação de Vítimas entrou com representação criminal na PGR cobrando a responsabilização do presidente pela gestão da pandemia

Foto de R7

R7 Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

A Avico (Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19) entrou com uma representação criminal na PGR (Procuradoria-Geral da República) cobrando a responsabilização do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela gestão da pandemia.

Homenagem às vítimas da Covid-19 – Foto: Redes Sociais/ReproduçãoHomenagem às vítimas da Covid-19 – Foto: Redes Sociais/Reprodução

O grupo pede que Bolsonaro seja denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de prevaricação, infração de medida sanitária preventiva, emprego irregular de verbas públicas, perigo para a vida ou saúde e inutilização de material de salvamento.

“O presidente Bolsonaro tomou decisões colocando deliberadamente em risco e levando à morte de brasileiros e brasileiras por Covid-19”, argumenta a associação.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

No documento, eles chamam atenção para a promoção de aglomerações, o estímulo ao tratamento precoce e a gestão autoritária do Ministério da Saúde, com a troca dos titulares da pasta em meio à crise sanitária.

“Bolsonaro, quando não exonerou, deu causa à demissão de Ministros da Saúde em momentos críticos e pontuais para uma boa condução da crise. Tais afastamentos sempre tiveram um objetivo muito claro: o de que a gestão da pandemia ocorresse exatamente nos termos defendidos pelo ora representado, ou seja, sem respeito às medidas de isolamento e/ou distanciamento social e com apelo a um tratamento ineficaz”, diz um trecho da representação.

A Avico também acusa a ineficiência na vacinação em massa contra o coronavírus e as dúvidas lançadas pelo presidente sobre os imunizantes. Segundo a associação, Bolsonaro adotou uma “postura antivacina” e deixou de comprar doses para imunizar a população.

A gestão da pandemia pelo governo federal é classificada pela entidade como uma “estratégia institucional genocida”.

“A postura do representado Jair Messias Bolsonaro diante da pandemia evidencia uma estratégia federal cruel e sangrenta de disseminação da covid-19, perfazendo um ataque sem precedentes aos direitos humanos no Brasil”, afirma o documento.