A principal bomba politica e judicial deste fim de semana: a divulgação de decisão do Tribunal de Contas da União arquivando processo contra o falecido reitor Luiz Carlos Cancelier e concluindo pela inexistência de irregularidades em sua gestão.
Ministro promete investigar abusos – Foto: ArquivoA denúncia foi arquivada pelo TCU, que considerou incoerente a representação de superfaturamento realizada contra a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), resultando no cancelamento da acusação. A deliberação do Tribunal de Contas da União ganhou repercussão nos principais veículos da imprensa nacional.
Como se recorda, o reitor foi preso, afastado do cargo e proibido até de circular no “campus”da Ufsc. No dia 2 de outubro, suicidou-se deixando um bilhete com as razões do gesto, inconformado com a terrível injustiça sofrida.
SeguirMatéria reproduzida na internet dá mais detalhes: “Após a decisão do TCU, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, anunciou que vai investigar eventuais abusos de agentes públicos no caso.
A operação conhecida como “Ouvidos Moucos” visava investigar um suposto esquema de superfaturamento no Departamento de Física da UFSC, relacionado à locação de veículos para uso em projetos de cursos a distância no âmbito do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Essa operação mobilizou 105 agentes da Polícia Federal, resultando em sete prisões temporárias e cinco conduções coercitivas. A delegada Erika Mialik Marena, responsável pela operação e pela prisão do reitor, liderou a equipe.
Após o suicídio de Cancellier, a delegada foi transferida para Sergipe, e o então procurador Deltan Dallagnol expressou solidariedade a Erika em virtude da morte do reitor, afirmando que todas as decisões foram tomadas por ele. Em janeiro, os familiares de Cancellier receberam uma declaração pública de reparação do ex-presidente Lula (PT). Na ocasião, Lula afirmou que o reitor tirou a própria vida devido à pressão exercida por uma polícia ignorante e um promotor ignorante, por pessoas insensatas que condenaram antes de investigar e julgar.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, destacou em janeiro que a juíza substituta Janaina Cassol Machado não deveria emitir juízos categóricos antecipados em relação aos acusados no processo.”