Filho é condenado a 45 anos de prisão por matar mãe em Joinville

Leonardo Schmitz Tasca foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado - motivo fútil, asfixia, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio

Redação ND Joinville

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Leonardo Schmitz Tasca foi condenado a 45 anos de prisão em regime fechado por matar a mãe Albertina Tasca na madrugada do dia 2 de janeiro de 2021, na casa onde morava, no bairro Iririú, zona Leste da cidade.

júri de leonardo tasca que matou mãe em JoinvilleLeonardo Tasca durante o Tribunal do Júri, que começou às 13 horas e encerrou por volta das 20 horas. – Foto: Divulgação ND

O Tribunal do Júri começou às 13 horas desta segunda-feira, dia 11, e encerrou por volta das 20 horas.

Leonardo foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado – motivo fútil, asfixia, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio.  Houve alguns atenuantes, no entanto, porque ele confessou o crime e por conta da idade (20 anos à época).

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“É um resultado absolutamente compatível com a gravidade do crime cometido”, frisou o promotor Ricardo Paladino, do Ministério Público.

“Nossa tese de lesão corporal seguida de morte não vingou. Entendemos que a pena foi àspera. A princípio, o réu não manifestou interesse em recorrer. Vamos esperar a decisão do judiciário para ver se vai haver apelação ou não. Devem nomear outro advogado”, disse Adilson Buzzi, advogado de Leonardo.

Assista a trechos dos depoimentos de Leonardo e da irmã Juliana Schmitz.

TRECHO DO DEPOIMENTO DE LEONARDO NO JÚRI

Depoimento de Leonardo que confessou que matou a mãe em Joinville – Vídeo: Divulgação ND

Vídeo: Divulgação ND

TRECHO DO DEPOIMENTO DE JULIANA SCHMITZ

Vídeo: Divulgação ND

Vídeo: Divulgação ND

Relembre o caso

Albertina tinha 61 anos quando foi morta entre a noite do dia 1º e a madrugada do dia 2 de janeiro de 2021, na casa onde morava, no bairro Iririú. Ela era conhecida pela vida ativa, praticante de esporte e querida por amigos.

“Apenas um mata leão. Não agredi de mais nenhum jeito ela. Não era para matar. Foi um momento de raiva aí quando eu soltei vi que não tinha mais movimento”, confessou Leonardo.

O corpo de Albertina foi escondido em um banheiro da casa por quatro dias, período em que o réu confesso Leonardo Tasca chegou a receber amigos para uma festa.

Ele alegou ser usuário de drogas e estar alterado no momento que cometeu o crime. No entanto, anexado ao processo há um laudo de sanidade mental de Leonardo, que atestou que ele tinha capacidade de entender o que estava fazendo.

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