Diogo de Souza diogo.souza@ndmais.com.br

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Florianópolis não merece um monumento à corrupção chamado de Cidade do Samba

Operação Presságio teve sua 2ª fase concluída e resultou no indiciamento de 18 pessoas; acerto da Prefeitura de Florianópolis em tentar remover a estrutura que virou símbolo de corrupção

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Com a conclusão do inquérito da segunda fase da Operação Presságio que resultou no indiciamento de 18 pessoas, em trabalho da Polícia Civil de Santa Catarina, ganhou ainda mais razão o procedimento aberto pela Prefeitura de Florianópolis, na última semana, que prevê a remoção da Cidade do Samba das imediações do CentroSul.

Operação Presságio e a Cidade do SambaLocal foi usado para praticar corrupção ativa e passiva, segundo a investigação – Foto: Germano Rorato/ND

Não só pela irregularidade na contratação direcionada de uma empresa, mas também por uma questão estética e de desconexão com a realidade local.

A Cidade do Samba tem um propósito nobre, como bem destacou, em entrevista publicada na coluna Bom Dia do fim de semana, o presidente da Liesf (Liga das Escolas de Samba de Florianópolis), Joel da Costa Júnior.

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Nada justifica aqueles galpões instalados em diagonal, que visualmente cumprem um papel de improviso e incompatibilidade com a entrada da Ilha de Santa Catarina.

Mais que isso, e na esteira da investigação policial, uma estrutura posicionada como um monumento à corrupção que, segundo a investigação da Polícia Civil, corroeu, ao longo de pelo menos dois anos, a Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte da Capital.

O Carnaval de Florianópolis merece muito mais que tendas de lona que mal abrigam carros alegóricos. Quem circula pela região do aterro da baía Sul não precisa ser lembrado que aquele local foi utilizado como pano de fundo para corromper o sistema e abocanhar o dinheiro público.

Florianópolis não merece isso.