Um novo projeto cultural foi aprovado pela Justiça de Santa Catarina para ser realizado com as detentas do Presídio Feminino de Florianópolis.
Proposto por professoras de Psicologia da Unisul, o “Caixa Postal: Ateliê de Leitura e Escrita” vai oferecer um espaço de leitura e trocas de cartas no ambiente carcerário.
“Caixa Postal” vai promover troca de cartas entre detentas e professoras – Foto: Tom Hermans/ Unsplash/ Divulgação/ NDAs participantes do projeto vão receber obras literárias e terão 30 dias para produzir resenhas críticas, que serão enviadas em forma de cartas para as professoras responsáveis pelo projeto.
SeguirAs psicólogas que propuseram a iniciativa farão as avaliações e vão dar retorno sobre as produções das detentas e os sentimentos expressos nas produções.
Paula Botke e Silva é juíza da Vara de Execuções Penais da Comarca da Capital e aprovou juridicamente a proposta do projeto. Ela conta que há muito tempo existe a oportunidade do apenado reduzir o tempo de detenção através da leitura, do estudo e do trabalho.
“A partir de maio deste ano, o Conselho Nacional de Justiça aumentou este leque de oportunidades com atividades culturais, mais voltadas para o desenvolvimento humano”, afirma a juíza.
Como funciona
Quando entram no presídio, as apenadas podem avisar as assistentes sociais sobre o interesse em participar de projetos culturais, de trabalho ou estudo.
As cartas trocadas entre as detentas e professoras não podem estar lacradas e vão passar por um crivo da administração do presídio.
Ao todo, dez mulheres participam da primeira leitura proposta pelo “Caixa Postal”, que está acontecendo desde o começo de agosto no presídio. O livro Becos da Memória, da escritora Conceição Evaristo, foi o escolhido para a abertura.