A ex-deputada federal Flordelis foi condenada a 50 anos de prisão no último domingo (13) após julgamento pela morte do pastor Anderson do Carmo.
Um dos filhos de Flordelis, Daniel dos Santos, disse que soube dos planos para assassinar o pai e que a reação da ex-deputada federal de chegar chorando ao hospital após saber da morte do marido era um teatro.
Ex-deputada Flordelis disse ser inocente no julgamento após ser acusada de matar o marido, o pastor Anderson do Carmo – Foto: Brunno Dantas/TJRJ – 07.11.2022A ex-parlamentar chorou nas audiências, alegou inocência e disse acreditar que os abusos que ocorriam na sua casa haviam motivado o crime. Relembre os momentos mais marcantes do julgamento.
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Um dos mais longos do Brasil, o julgamento da morte do pastor Anderson do Carmo condenou a ex-deputada federal Flordelis a 50 anos de prisão, no último domingo (13). Testemunhas do processo acusaram Flordelis de tentar envenenar o ex-marido e simular reações teatrais ao reagir à morte dele. Já a ex-parlamentar chorou nas audiências, alegou inocência e disse acreditar que os abusos que ocorriam na sua casa haviam motivado o crime. Relembre os depoimentos marcantes do caso analisado pelo Tribunal do Júri de Niterói durante sete dias – Foto: Brunno Dantas/TJ-RJ/ 07.11.2022
Ao menos dois filhos da ex-parlamentar pediram para não serem ouvidos na presença dos réus. Eles prestaram depoimento por videoconferência, o que foi criticado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio). Um dos depoentes, Daniel dos Santos, disse que soube dos planos para assassinar o pai e que a reação da ex-deputada federal, de chegar chorando ao hospital ao saber da morte do marido, Anderson do Carmo, foi um teatro – Foto: Brunno Dantas/TJ-RJ/ 07.11.2022
Já uma das noras de Flordelis, Luana Rangel, revelou que a ex-deputada afirmou que o celular do pastor, que não foi encontrado após o crime, foi quebrado e jogador no mar. Ela também disse ter visto a sogra, juntamente com uma afilhada afetiva, pôr um “pozinho” no suco de Anderson, antes de ele ser morto – Foto: Brunno Dantas/TJ-RJ/ 11.11.2022
Uma das netas da ex-deputada, Rebeca Vitória Rangel Silva contou que uma amiga e braço direito da avó fez um treinamento com testemunhas durante a investigação do caso para não envolver Flordelis no crime – Foto: Brunno Dantas/TJ-RJ/ 07.11.2022
Flordelis foi às lágrimas em muitos momentos das audiências, e até foi questionada por um dos jurados se o choro era real – Foto: Brunno Dantas/ TJ-RJ
Um dos depoimentos em que ela se emocionou foi do desembargador Siro Darlan. Convocado como testemunha de defesa, ele disse ter conhecido Flordelis quando era juiz da Vara da Infância e da Juventude. Darlan relatou que, inicialmente, atuou como fiscalizador e, depois, se aproximou da família conhecida pelo acolhimento de crianças. Durante o testemunho dele, Flordelis deixou a sala aos prantos e disse: “Me perdoa, sou inocente” – Foto: Brunno Dantas/TJRJ – 07.11.2022
Ao ser interrogada, Flordelis declarou não saber quem era o responsável pela morte do marido, mas disse acreditar que o crime havia sido motivado pelos abusos que ocorriam na casa dela. Inclusive, citou ter sido agredida por Anderson. “Meu marido só sentia prazer se me machucasse”, comentou Flordelis sobre a agressividade do ex-marido na intimidade – Foto: Brunno Dantas/ TJ-RJ
A neta Rayane Oliveira, que foi absolvida, também afirmou ter sido abusada: “Hoje entendo que passar a mão em mim, bater na minha bunda era abuso. Em Brasília, acordei com o pastor em cima de mim, passando a mão no meu corpo. Quando me virei, ele deu um beijo na minha testa e foi trabalhar”, detalhou – Foto: Brunno Dantas/ TJ-RJ
Condenada a mais de 30 anos de prisão, a filha biológica de Flordelis, Simone dos Santos Rodrigues, ré confessa em audiências anteriores, negou a versão de que teria sido a mandante do crime. Ela e a mãe acompanharam o anúncio da sentença em uma sala reservada – Foto: Brunno Dantas/ TJ-RJ