Frentista acusado de matar e fincar faca no crânio de gerente em SC deve ir a júri popular

Vítima morreu nessa terça-feira (23) após 22 dias internada no Hospital São José, em Criciúma

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Redação ND Criciúma

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O MPSC (Ministério Publico de Santa Catarina) requereu que o frentista, acusado de matar a gerente Tânia Fernandes Silva Ataides, de 36 anos, a facadas, vá a júri popular. O crime aconteceu no dia 1º deste mês, em um posto de combustível em Criciúma, no Sul catarinense.

Frentista acusado de matar e fincar faca no crânio de gerente em SC deve ir a júri popular – Foto: Divulgação/NDFrentista acusado de matar e fincar faca no crânio de gerente em SC deve ir a júri popular – Foto: Divulgação/ND

Desde o ocorrido, a vítima estava internada em estado grave no Hospital São José. Ela chegou a passar por cirurgia para retirar a lâmina da faca, de 18,5 cm, que ficou cravada em seu crânio. Tânia acabou morrendo nessa terça-feira (23) na unidade hospitalar. 

Inicialmente, o réu estava respondendo ação penal por tentativa de homicídio qualificado (feminicídio, motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima) desde 15 de agosto, mas a denúncia será modificada para homicídio consumado por causa da morte da vítima.

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Na ação, o MPSC sustenta que o crime deve ser qualificado como feminicídio, porque foi baseado na condição de gênero. A denúncia descreve, ainda, que o suspeito agiu por motivo fútil.

Ele não teria aceito uma advertência da vítima, gerente do estabelecimento, após deixar de cumprir uma determinação. Além disso, não teria “gostado” que Tânia externou para outros funcionários que não se envolveria amorosamente com ele.

O réu foi preso preventivamente dois dias após o crime e segue no Presídio Regional de Criciúma. O Ministério Público requereu que o julgamento vá a Júri Popular. Além da condenação à pena de reclusão, solicitou a fixação de valor mínimo para a reparação dos danos causados à vítima.

Crime

Segundo o delegado André Milanese, o homem discutiu com a gerente do estabelecimento e foi advertido e mandado para casa. Porém, retornou ao estabelecimento portando uma faca de caça, com lâmina serrilhada, e atacou a vítima pelas costas com cinco golpes, enquanto ela atendia um cliente.

No último golpe, a lâmina da faca ficou cravada na nuca da mulher. Ela foi socorrida e encaminhada para o hospital. O suspeito fugiu e se apresentou dois dias depois na delegacia, acompanhado de um advogado, e optou por permanecer em silêncio ao ser interrogado. Ele já possuía passagens por ameaça contra a ex-mulher e foi preso na ocasião.

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