Funcionária obrigada a rezar ‘pai-nosso’ receberá R$ 10 mil de empresa

Além da questão religiosa, a trabalhadora também foi alvo de discriminação pela gravidez, conforme diz processo. O caso ocorreu em Minas Gerais 

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Redação ND Chapecó

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Após denúncias de assédio moral, as quais incluem a obrigação dos funcionários de rezar o “pai-nosso”, uma empresa de Belo Horizonte, deverá indenizar em R$ 10 mil uma ex-empregada. A decisão em segunda instância, do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais, foi divulgada nesta quinta-feira (13).

Os funcionários eram obrigados a fazer uma oração antes da jornada de trabalho. — Foto: Pixabay/Reprodução/NDOs funcionários eram obrigados a fazer uma oração antes da jornada de trabalho. — Foto: Pixabay/Reprodução/ND

A autora da ação apresentou à Justiça fatos ligados à discriminação religiosa, agressão física, discriminação devido à gravidez, a exposição de lista de atrasos e faltas. Conforme aponta a investigação, a empresa atuou com o objetivo de intimidação para dificultar o que a vítima levasse o processo, de ação trabalhista, em frente.

Conforme o tribunal apontou, a ex-empregada disse que os problemas na empresa pioraram em seus dois últimos anos de trabalho, quando a situação se tornou insuportável por conta dos constantes assédios morais por parte da diretora da empresa. O cenário fez com que a mulher pedisse demissão do local.

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Apesar de não ser adepta à crença religiosa, ela e todos os outros empregados do local eram obrigados a rezar antes de iniciais o serviço, o que gerava constrangimento nela, que passou a chegar atrasada no serviço para evitar o momento.

“Acontecia que, antes de iniciar o dia de trabalho, a diretora reunia os colaboradores e os obrigavam a participar de um momento chamado: Reza do Pai-Nosso”, descreveu a mulher no processo.

* Informações do Portal O Tempo.

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