Golpe do falso empréstimo termina com condenação em Lages; relembre outras farsas

Justiça decidiu que os homens terão que ressarcir a vítima com o valor pago durante o golpe, acrescido de juros e correção monetária

Redação ND Florianópolis

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Dois homens foram condenados por aplicar um golpe de empréstimo pelo WhatsApp, em Lages, na Serra catarinense. A Justiça decidiu que eles terão que devolver à vítima o valor de R$ 4,5 mil pago por ela na farsa. O montante, acrescido de juros e correção monetária, será pago a título de danos materiais.

Golpistas ofereceram falso empréstimo por aplicativo de mensagem – Foto: FreepikGolpistas ofereceram falso empréstimo por aplicativo de mensagem – Foto: Freepik

A decisão foi publicada pela 3ª Vara Cível da comarca e divulgada na quarta-feira (28). A sentença ainda cabe recurso.

O golpe

Segundo o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), a dupla oferecia o falso empréstimo pelo aplicativo de conversa e usava o nome de duas instituições financeiras para enganar a vítima.

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“Para dar credibilidade ao procedimento, os golpistas usaram a logo de uma instituição financeira e a razão social de outra no contrato simulado, sem conhecimento e autorização das empresas”, divulgou o TJ.

Ainda conforme o Tribunal, a vítima contou que uma mulher repassou o número de telefone de uma empresa de crédito. Ao fazer contato com o número pelo aplicativo, a dupla ofereceu o suposto empréstimo de R$ 20 mil.

Para liberar o montante, no entanto, a vítima teve que fazer depósitos em diversos valores nas contas dos golpistas, o  que totalizou a soma de R$ 4,5 mil. Mas a vítima jamais recebeu a quantia prometida.

Decisão

A sentença foi publicada pelo juiz Francisco Carlos Mambrini, que destacou que as provas revelaram que o homem, que entrou com processo na Justiça, foi vítima de um golpe grosseiro, ao acreditar que contratava um empréstimo com uma operadora oficial de crédito.

“Causa muita estranheza a este juízo que o autor, supostamente necessitado do empréstimo de R$ 20 mil, para pagamento em suaves e longínquas 70 prestações, tenha conseguido depositar quase R$ 5 mil em favor dos golpistas num intervalo de apenas três dias. Obviamente, quem precisa de dinheiro emprestado não tem reserva suficiente para o desembolso imediato de quantia significativa”, ponderou o magistrado na decisão.

As duas instituições financeiras usadas pelos golpistas como forma de ludibriar a vítima também são rés no processo. Porém, o juiz julgou improcedentes os pedidos de indenização por danos morais e materiais por conta da ilegitimidade passiva.

Cuidado com os golpes

Os criminosos estão cada vez mais audaciosos e criativos quando o quesito é aplicar golpes. No Brasil, são diversos os tipos de golpes que são aplicados.

Há os que são praticados presencialmente, como das maquininhas do cartão – os golpistas adulteram e passam valores superiores ao que são informados às vítimas.

Outro é golpe do Pix, em que os golpistas fazem compras e apresentam a tela do celular com um comprovante falso de transferência, que simula o pagamento. Ou ainda fazem pagamentos agendados via Pix, que depois que deixam os estabelecimentos com as mercadorias, são cancelados.

Mas pelos meios eletrônicos e internet o campo de atuação dos criminosos é ainda mais extenso. Há casos em que contas de redes sociais são hackeadas e os golpistas usam para pedir dinheiro aos contatos, se passando pelas pessoas titulares das contas. Eles simulam que estão com alguma dificuldade e pedem dinheiro.

Em outras situações, usam os perfis das vítimas para anunciar vendas de produtos, muito abaixo do valor de mercado. Alguns usuários acabam acreditando que a venda é real e acabam fazendo o pagamento pelas mercadorias, que nunca serão entregues.

Há ainda golpe dos precatórios falsos, golpe do nudes e tantos outros, que as pessoas precisam ficar em alerta.

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