Reconduzido ao cargo em solenidade virtual na sexta-feira (9), o procurador-geral de Justiça de SC, Fernando Comin, anunciou a criação de um grupo de enfrentamento ao que ele chamou de “milícias digitais”, que usam a internet para disseminação do discurso de ódio e conteúdo discriminatório.
Fernando Comin, procurador-geral de Justiça foi reconduzido ao cargo em solenidade na sexta-feira (9)- Foto: Divulgação/NDSegundo ele, são responsáveis pela formação de “bolhas” de comunicação e que atuam a partir de redes bem articuladas de disseminação de informações inverídicas ou deturpadas a respeito das pessoas e do funcionamento das instituições.
Sobre os primeiros dois anos na chefia do Ministério Público estadual, Comin destacou os desafios impostos pela pandemia da Covid-19, que exigiu “transformações brutais e estruturantes”.
SeguirO Ministério Público, segundo ele, teve que “se reinventar” para garantir “a vida e a manutenção do Estado Democrático de Direito, da liberdade e da economia”.
Ele considerou “lamentável e perigoso quando o policiamento ideológico de qualquer matiz se instala no tecido político e social, fazendo com que as pessoas tenham que ser identificadas a partir da perigosa e conhecida dicotomia ‘amigo-inimigo’.