Um homem foi condenado por ameaçar e tentar matar uma mulher e o namorado dela com uma faca em Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina. O réu ainda agrediu a irmã de uma das vítimas, conforme informações divulgadas pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina).
O Promotor de Justiça Lucas Broering Correa atuou na sessão do Júri. — Foto: MPSC/Reprodução/NDConforme sentença, o homem que cumprir 12 anos e um mês de prisão em regime fechado, mais três meses de detenção em regime aberto, além do pagamento de 15 dias-multa. O Promotor de Justiça Lucas Broering Correa atuou na sessão do Júri.
Os crimes indicados no processão são os de ameaça, tentativa de homicídio triplamente qualificado contra a mulher (condição do sexo feminino, motivo torpe e emprego de recurso que dificultou a defesa); tentativa de homicídio qualificado contra o companheiro da vítima; e lesões corporais contra a irmã dela.
SeguirO réu, segundo o processo, “nutria um sentimento obsessivo pela mulher, mas não era correspondido”. Então ele ia até um templo religioso para ameaça-lá física e psicologicamente, com olhares, gestos e perguntas constrangedoras. Isso aconteceu por diversas vezes durante o ano de 2020.
Segundo a denúncia, em 13 de junho de 2021 o réu foi novamente à igreja com um capacete e um facão para matar a mulher. “O crime só não aconteceu porque ela conseguiu fugir a tempo de escapar dos golpes e foi protegida por terceiros”, segundo o MPSC.
Nesse dia, a irmã da mulher segurou uma porta para tentar impedir a passagem do réu e foi agredida, sofrendo cortes na boca e na mão esquerda e entorse no tornozelo. Por fim, o namorado da vítima tentou conter o réu e acabou sendo atingido no pescoço com um golpe de facão, mas também foi protegido por pessoas que estavam na rua.
O réu havia sido preso em flagrante na época, teve a prisão convertida para o regime preventivo na audiência de custódia e aguardou o julgamento recluso. No Júri, o Juízo manteve a prisão preventiva.
“A condenação traz alívio para a sociedade de Videira, que não tolera a prática de crimes contra a vida”, diz o Promotor de Justiça Lucas Broering Correa.