O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), por meio da 30ª Promotoria, já apura mais um caso de envio de pessoa em situação de rua de Curitiba (PR) a Florianópolis.
MPSC investiga envio de pessoas em situação de rua para Florianópolis; mais uma caso encaminhado para Florianópolis – Foto: Diorgenes Pandini/Especial NDO episódio foi registrado nesta quarta-feira (14) e protocolado nesta quinta, aos cuidados do promotor Daniel Paladino. Segundo o documento, o homem teria sido “corrido” do equipamento da capital paranaense denominado FAS (Fundação de Ação Social), por uma funcionária.
De acordo com o relato, a assistente social teria supostamente pago do próprio bolso uma passagem para que o homem fosse deslocado até à Ilha de Santa Catarina.
SeguirNo procedimento, o promotor pede ao Executivo de Curitiba para que esclareça os fatos em um prazo de cinco dias.
Prefeitura de Curitiba
Em contato com a assessoria de comunicação da prefeitura da capital paranaense, um posicionamento oficial deverá ser encaminhado somente nesta sexta-feira.
Mas a possibilidade de um servidor comprar uma passagem “do próprio bolso, não é verdade”.
nota atualizada na tarde desta sexta-feira (16)
Confira a nota da prefeitura de Curitiba
A Fundação de Ação Social (FAS), órgão da Prefeitura de Curitiba responsável pela gestão das políticas da Assistência Social e do Trabalho e Emprego, informa que até o momento não foi notificada sobre o fato. Mas adianta que L.R.C., oriundo de Florianópolis (SC), foi atendido pela assistência social do município em várias ocasiões, de maio de 2021 a maio de 2023, e que não procede a informação de que ele teria sido enviado à capital de Santa Catarina contra a sua vontade.
Todo o histórico de atendimento na FAS está registrado e vai ser relatado ao Ministério Público de Santa Catarina dentro do prazo estipulado.
Inquérito robusto
A mesma promotoria trata de um inquérito que vem acumulando os dezenas de casos já registrados, até aqui, envolvendo envio de pessoas de outros locais para Florianópolis.
Os exemplos registrados recentemente são os mais variados já que existem registros de todas as partes de Santa Catarina e do Brasil.
Uma clara amostra de que o celebrado projeto que prevê a internação humanizada, aprovado na Câmara de Vereadores nesta quarta-feira (14), não é capaz de conter outro vetor do problema.