Homem que espancou companheira por 4 horas com facão em SC tem prisão preventiva decretada

Violência aconteceu na frente de duas crianças, uma delas era filha da vítima que também acabou sendo agredida

Foto de Redação ND

Redação ND Criciúma

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O Juizado Especial Criminal e de Violência Doméstica de Tubarão converteu em preventiva a prisão em flagrante do homem acusado de espancar a sua companheira por quatro horas na última sexta-feira (11). Segundo os autos, o agressor desferiu socos, chutes e golpes com a lateral plana de um facão contra a vítima.

Vítima foi agredida por quatro horas, em Tubarão, no Sul catarinense – Foto: Getty Images/NDVítima foi agredida por quatro horas, em Tubarão, no Sul catarinense – Foto: Getty Images/ND

Ainda conforme apurado, em outro momento, quando a mulher foi tomar banho, ele teria quebrado o box de vidro do banheiro, que caiu sobre ela, e continuado com as agressões.

Além disso, a filha da vítima, de seis anos, teria sido agredida, tudo na presença de outra criança, um menino de quatro anos. O ataque prosseguiu até pouco antes da Polícia Militar chegar ao local, por volta das 18h.

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Segundo depoimentos, a mulher conseguiu avisar familiares, por meio de mensagens, de que estava em perigo. Eles, então, acionaram a PM. Quando a guarnição chegou à residência, o homem não estava, mas ele retornou ao local durante o atendimento e foi preso em flagrante.

A vítima foi encontrada com extensas lesões no rosto, braços, pernas, costas e nuca. Fatos, aliás, ocorridos na semana em que se registrou a passagem do Dia Internacional da Mulher.

Detalhes da decisão

Na fundamentação, o juiz Mauricio Fabiano Mortari explicou que a imediata liberdade do acusado também pode levar a uma retomada do relacionamento e que “isso não é incomum, como se sabe, pelas inúmeras dificuldades que algumas mulheres têm de romper com o ciclo perverso da violência -, culminando com novas agressões caso resolva a ofendida, novamente, dar fim à união, isso sem falar na transmissão àquele da ideia que de fato uma grave agressão como a perpetrada não gera qualquer consequência”.

O magistrado também destacou que todos os fatos apresentados  evidenciam que o ocorrido aparenta ter sido a culminação de uma escalada de violência que, se não interrompida, pode levar a consequências mais graves.

O juiz salientou ainda que se mostra clara, no caso, uma postura de extrema naturalidade do agressor diante de sua própria violência, pois no interrogatório ele questionou a autoridade policial acerca da possibilidade de que seja liberado e retorne para a audiência no dia seguinte, porque “é réu primário e sempre trabalhou direitinho”.

Tal situação, para o magistrado, mostra “sua noção de que, sendo ‘boa pessoa’ socialmente pouco importa seu comportamento no interior de sua residência”. O processo tramita em segredo de justiça.​

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