Homem que matou ex-companheira em Joinville é condenado

Diomar Domingos Corrêa Júnior foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão por matar a ex-companheira com tiro na cabeça

Redação ND Joinville

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da comarca de Joinville condenou Diomar Domingos Corrêa Júnior pela morte de sua ex-companheira Andrielli Mariano Espinola.

juri condena homem que matou ex-companheiraSessão de júri popular ocorreu na tarde desta quarta-feira (22) – Foto: Fórum/Divulgação ND

A sessão, desta quarta-feira (22), foi presidida pelo juiz Walter Santin Júnior.

Diomar foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão em regime inicial fechado, e sem direito a recorrer em liberdade, por homicídio duplamente qualificado ocorrido em dezembro de 2012, no bairro Jardim Iririú.

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A vítima, à época com 16 anos, foi morta enquanto dormia. Ela foi atingida por um tiro na cabeça pelo então companheiro na casa onde moravam. De acordo com os autos, o réu teria praticado o crime porque não aceitava o fim do relacionamento.

No decorrer dos trabalhos, foram ouvidas quatro testemunhas, que confirmaram a relação conflituosa do casal e inclusive relataram atos de crueldade ao longo da convivência.

A vítima era impedida de sair sozinha, e certa vez o réu despejou sal na boca da jovem enquanto ela dormia. Entre os depoentes, estava a mãe da jovem, que ainda relatou perante os jurados como foram os últimos dias de vida da filha e o histórico de constantes agressões.

Na sentença, o magistrado ressaltou que a gravidade do crime em questão recomenda que a ordem pública seja preservada.

Prisão preventiva decretada

“A severidade do crime por vezes se afigura suficiente para que a prisão em flagrante seja convertida em custódia cautelar antes mesmo do início da persecução penal, quando pesam sobre o flagranciado meros indícios de autoria e materialidade. Agora, com a certeza irretorquível desses pressupostos pelos jurados, desponta ainda mais necessário que o réu não compartilhe da liberdade.”

O juiz decretou a prisão preventiva do acusado, já que desde a época dos fatos ele estava em liberdade. Agora, portanto, foi expedido o mandado de prisão contra ele e ele deve ser detido a qualquer hora e levado à Penitenciária de Joinville.

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