O TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), por meio da Vara do Tribunal do Júri da comarca de Florianópolis, condenou, nesta quinta-feira (21), um homem pelo crime de homicídio qualificado contra Diego Bisotto, funcionário de um estacionamento.
Diego Bisotto, de 29 anos, deixou uma filha que na época do crime tinha apenas quatro anos – Foto: Reprodução Redes Sociais/Divulgação/NDO réu foi sentenciado a 12 anos de reclusão em regime fechado. Ele está preso e teve negado o direito de recorrer em liberdade.
O crime aconteceu durante o Carnaval, em fevereiro de 2020, em Florianópolis. O homem disparou com uma arma de fogo após uma discussão por ciúme, impossibilitando a defesa da vítima de 29 anos, natural de Caçador.
SeguirO magistrado Mônani Menine Pereira destacou a periculosidade do acusado, que levou uma arma para um evento com milhares de pessoas no centro da Capital, de acordo com o processo.
“Não bastasse, ainda durante a festividade, o réu passou pela vítima e retornou ao seu encontro, desferindo o tiro à queima-roupa sem qualquer chance de defesa. Evidente, portanto, a brutalidade do delito e a frieza do réu”, evidenciou.
Depois de cometer o assassinato, o réu fugiu até ser capturado pela polícia. “Na delegacia, negou o crime e em juízo confessou que orientou as testemunhas presentes, seus amigos, a mentirem para tentar furtar-se à responsabilidade pelo delito”, completou o magistrado.
Relembre o caso
Segundo a denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), um grupo de cinco amigos voltava dos blocos de sujos pela rua General Bittencourt, quando passou por um estacionamento privado.
O réu disse que perdeu o controle porque a vítima teria olhado para a sua namorada. Após uma discussão, o homem voltou ao local e fez o disparo fatal. Diego Bisotto foi internado em estado grave no Hospital Governador Celso Ramos, mas morreu dois dias depois.