Homem que matou por terreno e escondeu corpo em plantação de fumo da família é condenado em SC

Vítima foi encontrada só seis meses após o crime em São Martinho, no Sul catarinense

Foto de Redação ND

Redação ND Criciúma

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O acusado de matar Moisés Ribeiro com duas pauladas na cabeça após um desentendimento durante negociação de um terreno, em São Martinho, no Sul catarinense, foi condenado.

Dener Inocêncio deverá cumprir pena de 16 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 30 dias-multa, no valor de 1/5 do salário mínimo.

Homem que matou por terreno e escondeu corpo em plantação de fumo da família é condenado em SC – Foto: MPSC/Divulgação/NDHomem que matou por terreno e escondeu corpo em plantação de fumo da família é condenado em SC – Foto: MPSC/Divulgação/ND

O réu foi condenado homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e dissimulação, ocultação de cadáver e fraude processual.  A condenação do Tribunal do Júri seguiu integralmente o entendimento do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina).

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Como foi o crime

Em 2 de setembro de 2017, na estrada geral São Luís, próximo a um galpão ao lado da residência da família de Dener, o réu atingiu Moisés com dois golpes na cabeça, causando-lhe traumatismo cranioencefálico.

Segundo os autos, após matar a vítima, Dener enrolou o corpo da vítima com uma lona e levou o cadáver em cima de um carro de boi até uma cova, localizada em uma plantação de fumo, no terreno de sua família. O corpo só foi localizado seis meses depois.

Entre fevereiro e março de 2018, a fim de induzir a erro o juiz e o perito, Dener também retirou as calotas e película do veículo. O automóvel teria sido utilizado para transportar a vítima até o local do crime.

Além disso, câmeras de segurança da casa vítima, em Imbituba, registraram que a pessoa que buscou Moisés antes de ele desaparecer conduzia uma Saveiro com características semelhantes àquela que pertencia ao acusado.

Segundo a promotora de Justiça Ana Luisa de Miranda Bender Schlichting, Dener matou Moisés por receio de sofrer prejuízos financeiros, pois a vítima descobriu que o imóvel adquirido possuía pendências judiciais e outros problemas.

Tal situação teria deixado Moisés descontente, uma vez que imaginava que perderia aquelas terras, o que, no entender do réu, poderia ser uma justificativa para a vítima desfazer o negócio.

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