Homem que matou vizinha a 95 facadas é condenado em Joinville

Lurdes Comikevizk, de 48 anos, foi encontrada morta na casa onde morava, no bairro Boa Vista

Redação ND Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

O homem acusado de matar uma mulher com 95 facadas, em Joinville, Norte de Santa Catarina, foi condenado pelo Tribunal do Júri a 21 anos de reclusão, em regime fechado, nesta terça-feira (17).

A maioria dos jurados, sob a a presidência do juiz Márcio Schiefler Fontes, reconheceu que o crime foi cometido de forma cruel.

Lurdes morava no local onde morreu há mais de 20 anosLurdes morava no local onde morreu há mais de 20 anos – Foto: Raquel Schiavini Schwarz/Arquivo/ND

Isso porque o homem desferiu diversos golpes com faca em várias regiões do corpo da vítima. A agressão também aconteceu de repentina, dificultando sua defesa.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

De acordo com a denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), na noite do dia 19 de dezembro de 2019, no bairro Boa Vista, o réu desferiu 95 golpes de faca na região do pescoço e em outras partes do corpo da vítima.

Os dois eram vizinhos e costumavam consumir drogas.

Interrogatório contraditório

Segundo o Fórum de Joinville, durante o interrogatório, o réu fez declarações consideradas frágeis e contraditórias, tentando se desvencilhar da gravidade do ato.

O homem já estava preso preventivamente no Complexo Prisional de Joinville, também por decisão do juiz Márcio Schiefler Fontes, e assim prosseguirá.

Sobre o caso

Lurdes Comikevizk, de 48 anos, foi encontrada morta com 95 facadas no pescoço, em 19 de dezembro de 2019.

Casa onde Lurdes foi encontrada morta, no bairro Boa VistaCasa onde Lurdes foi encontrada morta, no bairro Boa Vista – Foto: Raquel Schiavini Schwarz

Ela morava com a cunhada em uma pequena casa de madeira no final da rua Esperança, bairro Boa Vista, zona Leste da cidade. O corpo de Lurdes estava sobre um colchão no chão dentro de um dos cômodos.

À época, vizinhos relataram que Lurdes morava no local há mais de 20 anos, trabalhava com reciclagem, e era usuária de drogas e álcool.

Tópicos relacionados