Homem que tentou matar esposa por compra de imóvel é condenado em SC

Crime ocorreu no município de Modelo, no Oeste do Estado; pena foi de 18 anos de prisão em regime fechado

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Redação ND Chapecó

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Uma desavença pela compra de um imóvel terminou em tentativa de homicídio e na condenação a 18 anos de prisão de um homem no município de Modelo, no Oeste de Santa Catarina. O crime ocorreu em 2020 e o réu foi condenado em júri na última sexta-feira (24).

Júri ocorreu na comarca de Modelo. – Foto: TJSC/Divulgação/NDJúri ocorreu na comarca de Modelo. – Foto: TJSC/Divulgação/ND

Segundo informações do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), a vítima foi uma servidora do fórum de Modelo. Por isso, juiz e servidores foram considerados impedidos para atuar na sessão e uma equipe da comarca vizinha de Pinhalzinho se deslocou para os trabalhos.

Conforme a sentença, o acusado foi condenado a 18 anos de prisão, em regime fechado, e a oito meses e 15 dias de detenção, em regime aberto. Ele respondeu por tentativa de homicídio qualificada por motivo fútil, por emprego de tortura física e psicológica e feminicídio.

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O acusado também respondeu por outra tentativa de homicídio qualificada por emprego de asfixia e crime cometido contra agente de segurança pública.

De acordo com o TJSC, ele também foi acusado de ofender a integridade corporal ou saúde de outrem, cárcere privado, resistência à prisão, desobediência à ordem de funcionário público, desacato (por duas vezes) e racismo.

O dia do crime

O crime ocorreu na noite de 15 de julho de 2020. Uma desavença pela compra de um imóvel fez com que o marido partisse para cima de sua mulher com agressões físicas e também psicológicas.

Conforme consta no processo, a vítima teve que se jogar do segundo andar da casa para não ser morta. O agressor foi preso por policiais, mas antes investiu contra a integridade física dos militares.

Sessão do júri

A sessão do Tribunal do Júri aconteceu em uma sala da Associação Comercial de Modelo.  O julgamento foi presidido pelo juiz da Vara Única da comarca de Pinhalzinho, Caio Lemgruber Taborda.

Da comarca vizinha, distante 14 quilômetros, também atuaram a assessora jurídica Cristiane de Lima, o técnico em informática Clari Antonio Cadore e o oficial de justiça Marcelo Leandro Ritcher. No entanto, durante o trâmite do processo, todos os servidores de Pinhalzinho trabalharam na ação oriunda de Modelo.

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