A Justiça de São Paulo decidiu que uma rede de chocolates deverá pagar R$ 50 mil de indenização para um cliente acusado de importunação sexual. Ele foi preso em abril do ano passado após parar em uma loja da marca para tomar um sorvete.
Homem que teve que mostrar partes íntimas para policiais será indenizado em R$ 50 mil – Foto: Hugo Gloss/Reprodução/NDO homem, de 45 anos, voltava de um passeio ciclístico com alguns amigos quando tudo aconteceu. Enquanto tomava o sorvete, um outro homem que estava na loja teria, supostamente, colocado o pênis para fora da calça em frente ao balcão do estabelecimento.
Os funcionários da loja chamaram a Polícia Militar e, de acordo com o processo, indicaram o ciclista como o responsável pela importunação sexual. O homem disse ao policiais que era impossível ser o culpado, já que estava de macacão de ciclismo e a abertura do zíper era nas costas, sendo necessário tirar toda a roupa para realizar o ato.
SeguirA polícia questionou uma das funcionárias da loja, que disse que outro colega teria visto o acusado mostrar as partes íntimas. Levado para a delegacia, o ciclista negou a autoria e falou novamente sobre a roupa que estava usando no momento do ocorrido.
Homem teve que mostrar pênis para policiais
Ainda na delegacia, o homem teve que mostrar o pênis para as escrivãs da polícia, que teriam que confirmar as características do membro informado pela funcionária da loja de chocolates, que teria informado que o pênis era preto e, o ciclista, era um homem branco. O cliente alegou que mostrou o pênis três vezes para as escrivães e policiais.
Imagens de segurança da loja não mostraram evidência do ato de importunação sexual supostamente praticado pelo ciclista. As filmagens mostraram o homem ajustando as roupas, sem exposição de partes íntimas.
O delegado, por outro lado, manteve a prisão em flagrante. Na audiência, os policiais que atenderam à ocorrência confirmaram o fato da averiguação de pênis do acusado na delegacia. A Justiça condenou a marca de chocolates a indenizar o cliente em R$ 50 mil.
Em nota enviada para a Folha de S. Paulo, a rede de chocolates destacou que a prisão não foi solicitada por ela. “No que tange aos depoimentos dos ex-funcionários, somente eles podem esclarecer as razões que os motivaram a fazer as acusações”.